Para jogar Pokémon Go vale a pena até ir ao Parque das Nações pela primeira vez

Tem gente que não recarregava a vitamina D há muito tempo no corpo, evitava tomar sol e de jeito nenhum resolvia andar em uma praça ou parque por volta das 14 horas da tarde sem cogitar uma insolação. A vida se resumia a casa, barzinho ou uma maratona de séries e filmes na Netflix. Mas, isso foi antes de Pokémon Go. Durante o 1º Encontro Oficial de Mestres Pokémon o Parque das Nações Indígenas mostrou que tem muita gente disposta a enfrentar o ar livre por um exemplar raro do jogo.

O organizador do evento, Heron Jorge, 22 anos, não tem ao certo o número de pessoas que frequentaram o parque na tarde de hoje, até porque as pessoas andam o tempo todo para tentar encontrar mais exemplares de pokémon.

“Não sei quantas pessoas passaram pelo parque, mas foi muita gente. Como o jogo virou tendência muita gente veio. Estão fazendo novas amizades, se identificando com a proposta. O legal é que no parque tem várias pokestop e um ginásio de batalhas, o que chama ainda mais atenção”, afirma Heron.

Estudante do curso de Engenharia da Computação, Heron organizou o encontro antes mesmo do lançamento oficial do jogo, que rumores indicavam uma semana, que acabou se prolongando. “Eu fui adiando, o pessoal desanimou, mas quando saiu e todo mundo começou a gostar, virou uma loucura. Todo mundo confirmando presença”, ressalta.

O universitário confessa que se não fosse o Pokémon provavelmente estaria em casa vendo Netflix. “É o mais provável. O legal é que encontrei amigos que eu não via há umtempo e estamos juntos aqui”, frisa.

Em grupos de cinco ou até dez pessoas, os jogadores se dividem em dois tipos, o que sentam embaixo das árvores e ficam recarregando as pokebolas nos pokestop e outros que resolvem sair em busca de novos Pokémon, os desbravadores. Enquanto isso, muito tereré e papo para aguentar a maratona.

O estudante do ensino médio, William Batistoti, 16 anos, afirma sem nem ficar vermelho, que já chegou alguns minutos atrasado na escola por fazer um percurso diferente para recarregar as pokebolas em “lojas” específicas, que ficam em parques e praças da cidade. “Eu estou no nível 10 ainda, nunca fui de sair muito de casa, para falar a verdade essa é a primeira vez que eu venho no Parque das Nações Indígenas”, diz.

Outro grupinho jura que vai sempre no Parque, mas que agora a emoção é outra. “Eu estou caminhando mais, saindo de casa com frequência e conversando com pessoas aleatórias na rua. Isso é o mais diferente. São pessoas que nunca vimos na vida”, ri a estudante de jornalismo Maria Luiza Queiroz Pereira, 20 anos.

A jovem estava acompanhada do namorado Matheus Jacomelli, 20 anos e da irmã Beatriz Queiroz, 14 anos, todos jogadores. “Eu ainda estou no nível 8, não consigo acompanhar o ritmo dos outros jogadores”, brinca.

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