Olimpíadas – Mais um vexame

Quem não se lembra do massacrante noticiário quando o país foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016?  A onda de otimismo plantada pelo Governo passava a imagem de que o Brasil caminhava definitivamente para o seleto grupo olímpico, junto com os países do chamado Primeiro Mundo.   

Além disso, o Governo argumentou de que parte das obras seria um legado para a população do Rio de Janeiro, solucionando assim velhos problemas de várias regiões da cidade. Formou-se na verdade um triunvirato – Planalto, Governo Estadual e Prefeitura Municipal do Rio – para dar sustentação ao Comitê Olímpico. 

Mas  as notícias vem mostrando, desde o início das primeiras obras, de que no Brasil  os projetos estão sujeitos a mudanças e alterações no próprio cronograma devido a uma serie de fatores, ‘esquisitos’ ou injustificáveis.  Neste cenário confuso e alvo até de denúncias diversas sobre a viabilidade técnica de projetos com custos muito além das previsões iniciais, as obras foram ganhando forma final.

Mas não contavam os idealizadores do arrojado projeto, de que a situação social e econômica do país entrasse numa grave crise, capaz de fomentar a indignação da opinião pública, questionando inclusive o custo benefício das Olimpíadas. A população carioca – sobretudo – vivendo os pesadelos nas áreas da saúde e segurança, vem se  manifestando contra o cenário, incompatível com a grandiosidade do evento e da sua própria gente. 

De forma antecipada, mas até justificada, já se faz a comparação com os gastos astronômicos para a realização da Copa do Mundo no Brasil, impulsionada pelas denuncias da Lava Jato sobre corrupção em várias obras de estádios de futebol principalmente. 

Se as Olimpíadas não contagiou a população brasileira como evento,  pode dizer que o desalento  atingiu também os prognósticos quanto ao desempenho dos nossos atletas na competição.  Aliás, já se fala de que o Brasil deverá ser – em toda história das Olimpíadas – o país sede com o menor número de medalhas conquistadas. 

Assim, se não bastasse nossa participação pífia na Copa do Mundo de futebol que sediamos, há uma grande chance do vexame se repetir. O pior: além da lição, ficará a conta salgada dos custos nos ombros de todos nós. 

De leve…  

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