Número de presos trabalhando no serviço de tapa-buraco deve subir para 100

Depois da repercussão positiva do projeto que colocou presos do semiaberto para trabalharem no tapa-buraco em Campo Grande. Responsável pelo projeto, o juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Júnior informou que, atualmente, são 15 detentos atuando em empresa responsável pelo serviço.

Os detentos reconhecem a importância do projeto. Para Wilkson Nunes esta é uma forma da população nos ver com outros olhos. Pizzaiolo de profissão, ele pretende cumprir o que resta da pena trabalhando e, quando ganhar a liberdade, abrir seu próprio negócio. Condenado há 6 anos pelo crime de roubo majorado, cumpriu 1 ano e 3 meses da pena e agora teve sua primeira chance de deixar o presídio para trabalhar, satisfeito com esta oportunidade de mostrar serviço “no meio dos outros cidadãos”.

PROJETO

Os detentos da comarca de Campo Grande pagaram, nos últimos seis anos, por meio do trabalho, mais de R$ 2 milhões pelas suas despesas de manutenção em presídios da Capital. Atualmente, mais de 70% dos presos do regime semiaberto estão trabalhando.Eles recebem um salário mínimo e 10% vai para cobrir despesas da manutenção deles no presídio.

Parte dos recursos foram utilizados para a reforma das escolas públicas, onde o preso realmente paga todo o custeio do material, já com a economia na ordem de mais de R$ 4 milhões para o Estado.

Além destas ações, neste mês de fevereiro está prevista a entrega da primeira Delegacia de Polícia reformada por presos, no programa “Mãos que Constroem”. A obra iniciada em outubro de 2016 é totalmente realizada por oito internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

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