No AC, mãe acorrenta filho viciado em drogas e implora para interná-lo

A dona de casa Maria Luiza Pluma de Brito, de 46 anos, acorrentou o filho de 18 anos para impedir que ele saia de casa para usar drogas no município de Feijó, distante 366 quilômetros da capital acreana. Antônio Dieferson, segundo a mãe, é viciado em drogas desde os 14 anos.

Em Rio Branco em busca de ajuda para o filho, ela conta que o jovem começou usando maconha e hoje é viciado em crack, cocaína e merla [droga derivada da cocaína]. Segudo Maria, além da dependência química, o filho sofre com problemas mentais. "Hoje ele usa tudo, pedra, cocaína, maconha e agora está viciado em merla", lamenta a mãe.[Mãe acorrenta filho para que ele pare de usar drogas (Foto: Arquivo pessoal )] Mãe acorrenta filho para que ele pare de usar drogas (Foto: Arquivo pessoal )Para impedir que ele saia de casa para roubar e usar drogas, a mãe decidiu acorrentar o jovem sempre que precisa se ausentar de casa. “Acorrentei para ver se ele para em casa, estou sem forças e já me sinto doente, não sei mais o que fazer. Ele usa droga todos os dias, já chegou ao ponto de pegar as coisas dentro de casa e quando não encontra, acaba sendo violento com todos nós”, afirma.

A mãe de Dieferson diz que procura há três anos ajuda para que o filho receba tratamento médico e seja internado em uma clínica de reabilitação. De acordo Maria, ela já buscou apoio no Conselho Tutelar, Promotoria, Defensoria Pública e Juizado de Menores e até o momento não conseguiu ajuda.

"Faço um apelo a quem possa me ajudar, eu não sei mais o que posso fazer pelo meu filho. Dói demais ter que acorrentá-lo, ele chora pedindo que eu solte, mas eu sei que se soltar ele vai correndo para as drogas", lamenta a mãe.

Em entrevista ao Bom Dia Amazônia, nesta terça-feira (27), a assistente social do Núcleo de Atendimento Psicossocial em Dependência Química (Natera) do Ministério Público do Acre, Cleissivânia Valiatti explicou que o órgão não trabalha com a internação compulsória, mas age no sentido de convencer o dependente químico a iniciar o tratamento na Rede de Atendimento Psicossocial (Raps), onde é acompanhado por uma equipe de profissionais capacitados.

"O Ministério Público tenta fazer aquela parte motivacional, vamos até a residência, criamos um vínculo com o dependente químico. É um trabalho demorado, de formiguinha, mas eles acabam aderindo ao tratamento", disse.

Segundo ela, qualquer um que necessite pode procurar o Natera, que funciona todos os dias úteis de 8h às 17h, na travessa Roraima, no Canal da Maternidade.

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