A falta de conhecimento é a principal causa dos erros cometidos pelos prefeitos em Mato Grosso do Sul, segundo o superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU), José Paulo Barbieri. Para orientar os gestores públicos, o Ministério da Transparência, Fiscalização e CGU promoveram o encontro Município Transparente, nesta segunda-feira (6).
“Em quase todos os municípios são detectadas fragilidades. Alguns com irregularidades e a maior parte por desconhecimento que seria sanado com treinamento. Os erros são formais, como desvio de finalidade, destinação indevida dos bens adquiridos, fragilidade no acompanhamento e não atingimento do objetivo”, afirmou Barbieri.
Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que participou da abertura do evento, uma das soluções é o controle dos gastos públicos. “Não tenho dúvida que nas prefeituras não é diferente, é buscar o controle dos gastos públicos com eficiência maior e atentar ao uso de tecnologia e inovação para controlar mais e diminuir os custos administrativos, o custeio dá máquina pública”, disse o tucano.
A transparência faz parte da gestão pública eficiente. O município de Campo Grande subiu no ranking da última avaliação da CGU, mas o prefeito Marquinhos Trad (PSD) diz estar trabalhando para melhorar a classificação.

“Devolver a credibilidade à população que precisa saber como os recursos são arrecadados e gastos. Pela primeira vez vai ter a Controladoria Geral do município, um projeto que mandamos pra Câmara ainda no ano passado que terá ouvidoria e transparência”, afirmou o prefeito.
Também foi apresentado o Painel Municípios, ferramenta que consolida dados e avaliações do Ministério da Transparência para apoiar a gestão municipal, indicando informações específicas de cada localidade do país. Da equipe da Prefeitura, participaram o ouvidor-geral do Município, Antônio Ueno; Secretário-Adjunto da Controladoria, Luciano Silva Martins e o coordenador da Transparência Fiscal, Marco Aurélio Borges.

A reunião teve como objetivo esclarecer iniciativas de melhoria da gestão, combate à corrupção e incentivo à transparência. A programação oficial incluiu temas como: fiscalização nos municípios, orçamento, licitações e contratos, prestação de contas, ouvidoria, transparência pública, Lei Anticorrupção e atuação do controle interno na Administração Pública.
Fonte: G1/MS e PMCG





