Os réus sofreram derrotas no tribunal nesta quarta-feira. Eles não conseguiram emplacar o argumento de que leis de seus respectivos países deveriam ser levadas em conta pelos 12 jurados do caso.
– Este seria um argumento inapropriado e confundiria o júri – declarou a juíza Pamela Chen, durante uma discussão entre um dos advogados de Marin e um dos promotores que atuam no caso.
A defesa de Marin – acompanhada em alguns momentos pelos advogados do peruano Burga e do paraguaio Napout – tentou argumentar que o fato de não haver corrupção privada nos países dos réus poderia servir como atenuante no julgamento. O argumento foi fortemente rebatido pelo promotor Samuel Nitze.
– Há toneladas de evidências de que eles sabiam que estavam recebendo propina e que isso não estava de acordo com os Códigos de Ética da Fifa. Eles poderiam até acreditar que não estavam cometendo crimes de acordo com as leis de seus países, mas com certeza sabiam que isso era errado no âmbito internacional, da Fifa e da Conmebol – declarou.
A juiza concordou com a acusação e não inclui as leis de Brasil, Peru e Paraguai entre os critérios que serão levados em conta no julgamento. Marin, Burga e Napout são acusados de receber milhões de dólares em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo.
Eles negam as acusações e afirmam ser inocentes. A maioria dos réus do "Caso Fifa" fez acordos com as autoridades americanas e passou a colaborar com a Justiça. Não é o caso de Marin, Burga e Napout.
As defesas de Marin, Napout e Burga também não conseguiram o derrubar o depoimento do professor de economia da Universidade de Michigan, Stefan Szymanski, que vai depor de maneira genérica – e não sobre o caso específico – sobre o mal que a corrupção faz ao futebol.
Em entrevista ao GloboEsporte.com, Szymanski declarou que não poderia comentar o julgamento (por estar citado para depor), mas fez elogios ao futebol brasileiro e afirmou que o Brasil está entre os favoritos para ganhar a Copa do Mundo.




