Jovens da Capital investem em projeto que visa destinação correta para o lixo orgânico

“Pense globalmente, mas haja localmente”. É com essa mentalidade que os primos Gunther Medeiros Frantz, 25, e Luca Mosena, 21, deixaram o comodismo de lado e arregaçaram as mangas para ajudar o meio ambiente. Por meio da compostagem orgânica, o projeto dos dois jovens – batizado de “Eco Balde” – visa a correta destinação dos resíduos orgânicos das residências. Reciclados, eles se transformam em adubo, que pode ser usado em hortas e jardins.

A ideia, segundo eles, já é desenvolvida no Rio de Janeiro e nos EUA. Por aqui, eles pesquisaram o processo de compostagem e resolveram colocar a mão na massa. “Começamos a fazer a coleta há três meses para entender o processo, em uma fase experimental, e, há cerca de um mês, começamos a oferecer o serviço na região do Carandá e do Giocondo Orsi”, conta Luca, que está cursando Administração de Empresas.

Nesse meio tempo, já são 13 clientes, e a coleta dos resíduos orgânicos é feita de bicicleta, gerando menos CO2.

O cadastro é feito pelo site do projeto, Facebook ou Whatsapp, e não importa o local da residência. A ideia é que, a partir de um certo número de pessoas interessadas (de uma mesma região), a dupla busque parcerias que disponibilizem um terreno para fazer a compostagem nas proximidades. O custo mensal para dar um destino responsável ao lixo doméstico é de R$ 40.

“Aqui no Carandá fizemos parceria com o Espaço Plantare, que tem como objetivo conscientizar sobre Saneamento Ecológico e oferece cursos de horta orgânica, compostagem, segurança alimentar, entre outros”, diz Gunther, que atualmente cursa Engenharia Civil. A proprietária do local, Ana Claudia Braga, gostou da ideia e procurou os jovens para fazer uma parceria.

“Fiquei sabendo do projeto no Instagram e pensei: ‘vamos fazer uma poesia juntos’. Então juntamos nossos conhecimentos e o interesse por questões ambientais. Nossos projetos se encontraram e se completam”, conta Ana, lembrando que, em Campo Grande, não existem outros projetos voltados para a correta destinação de materiais orgânicos.

COMO FUNCIONA?

Na primeira semana, a dupla deixa, na residência, um baldinho e a sacolinha biodegradável para o depósito dos resíduos, entre eles restos e cascas de frutas, cascas de ovos, papeis sem tinta e guardanapos. “Não se preocupe porque não tem mal cheiro nem insetos”, lembra Gunther. Então, os resíduos são recolhidos semanalmente e levados para as composteiras, onde os micro-organismos entrarão em ação, “transformando o lixo em vida”. No fim do mês, o cliente recebe o adubo gerado ou uma mudinha de tempero ou hortaliça.

Além disso, acrescenta Luca, “o cliente recebe um relatório indicando a quantidade de CO2 que ele deixou de emitir naquele período”, uma vez que contribuiu para a redução do volume de resíduos domésticos que são encaminhados para o aterro sanitário.

Para fazer a compostagem, os jovens misturam os resíduos orgânicos com terra e folhas, formando camadas. Por ser um processo natural – em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica -, dura cerca de três meses.

Luca lembra que, diariamente, uma pessoa produz em média 1Kg de lixo, sendo que mais de 50% do total costuma ser orgânico. “Nosso estilo de vida é confortável e gera grandes impactos ambientais. Queremos minimizar esse impacto, então nosso principal objetivo é melhorar a destinação do lixo”, conclui.

Caso o cliente prefira fazer a compostagem em casa, eles oferecem uma composteira doméstica.

Para se cadastrar, acesse o site ecobalde.eco.br, entre em contato pelo Facebook: www.facebook.com/EcoBalde ou pelo Whatsapp: (67) 99292-9048.

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