Governador paraguaio fala em pânico e defende ação conjunta com Brasil

“Estamos mal aqui, porque até hoje não se tomou nenhuma medida. Não sei porquê". Com essa frase, Pedro Gonzales Ramírez, governador do departamento de Amambay, no Paraguai, onde fica Pedro Juan Caballero, na fronteira com Mato Grosso do Sul, descreveu hoje o clima na região. A cidade viva dias de medo e violência em razão da guerra atribuída a quadrilhas do narcotráfico, que teve seu auge na quarta-feira (15), com o ataque cinematográfico no qual foi morto o brasileiro Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, chamado de "Rei da Fronteira".  Hoje, a violência foi retomada, três pessoas foram executadas e houve ataques a tiros a empresas que seriam de Rafaat.

A declaração do governador foi feita ao jornal paraguaio ABC Color, após o novo episódio violento. Ele defendeu parceria com o Brasil para tentar retomar o controle na região, e lembrou que todos estão expostos,civis e militares, pois a guerra acontece nas ruas. 

De acordo com ele, o quadro é de pânico e a polícia local não tem condições de enfrentar os criminosos. "Muitos sequer têm coletes a prova de bala". Segundo Ramirez, a situação é tão perigosa que há policiais pedindo para ser transferidos para outras localidades.Para o governador, está perigoso andar nas ruas da região, porque não sabe de onde vem o tiro. Apesar disso, avalia, segundo a entrevista ao jornal paraguaio, “parece que no se leva a sério isto”. 

Ramírez citou, ainda, o alto poder de fogo das quadrilhas. "É impressionante", definiu. "A situação é de pânico aqui, e para que se possa fazer algo é preciso vir gente especializada para que trabalhe com a gente do Brasil, de forma conjunta", sugeriu.

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