Gilmar Olarte: “quem não deve, não teme”

Em coletiva de imprensa para explicar como ficará a situação diante da criação de Comissão Processante para investigá-lo, o prefeito de Campo Grande (PP), Gilmar Olarte (PP), se disse surpreso com a decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que aceitou denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) ligando o chefe do Executivo aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mesmo assim não acredita que será afastado. 

“Eu não esperava por isso, mas estou vendo pelo lado positivo porque vou provar minha inocência. Não sou culpado, mas quando a culpa não exista as pessoas procuram criar”, disse. A estratégia de defesa é usar áudios não anexados na denúncia do MPE que, segundo ele, deixam claro não existir culpabilidade e sim tentativa de golpe político.

Além disso, a defesa pedirá para ouvir todas as testemunhas envolvidas no caso. “Não ouviram todo mundo”, explicou. A postura do TJ deu força para que o pedido de processante que estava em trâmite na Câmara há mais de dois meses fosse votada e aprovada hoje e também ressaltou a possibilidade de afastamento de Olarte.

 Isso porque o artigo 23 da LOM (Lei Orgânica do Município) prevê que prefeito ou vereador que estiver sob investigação pode ser afastado por 180 dias. Olarte, porém, tem certeza de que não perderá o cargo mesmo que temporariamente. “Não tem fundamento para isso. Afastamento é para quando a coisa é grave. Já conversamos com o jurídico e há outra interpretação (do artigo 23)”.

Ontem o advogado Jail Azambuja havia explicado que esta mesma lei defende que haja processante antes de afastar o investigado, esta deve ser a alegação usada para defendê-lo do pedido de afastamento protocolado pelos vereadores de oposição. 

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