Falta de pediatras – mães continuam sofrendo nos postos de saúde

A ausência de pediatras nos postos de saúde é uma das maiores preocupações de famílias com crianças pequenas que dependem da rede SUS (Sistema Único de Saúde), principalmente com a aproximação do inverno e os alertas constantes de doenças como a H1N1 e a Influenza B.
 
Conforme escala de plantão divulgada pela prefeitura para esta quinta-feira (16), a maioria das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centros Regionais de Saúde) de Campo Grande funcionam sem a presença de pediatras, que foram distribuídos, em sua maioria, no período noturno.
 
No CRS Aero Rancho, a situação é ainda pior já que nenhum profissional especialista em crianças foi escalado para a unidade durante todo o dia. Pela manhã, apenas as UPAs Vila Almeida, Coronel Antonino e Universitário contavam com o serviço. À tarde, nem mesmo a região do Universitário foi contemplada.
 
A prefeitura garante, no entanto, que “caso haja superlotação em alguma das unidades, a equipe móvel será acionada para zerar a fila”, mas destaca que os “médicos da escala atendem pacientes de acordo com as classificações de risco, com prioridade para as classificações amarela e vermelha”.

Até agosto de 2015, a constante falta de médicos e a demora nos atendimentos eram apontadas como as principais causas de 175 mortes de pacientes que procuraram os postos da Capital. Os números são alarmantes, principalmente se considerarmos que as crianças fazem parte dos grupos de riscos de doenças contagiosas.
 
O sistema de saúde também é alvo de denúncias constantes. Em março, profissionais de enfermagem denunciavam a falta de seringas de insulina, fitas de glicemia, anti-inflamatórios e até mesmo álcool, usado para garantir a segurança dos procedimentos médicos. Além disso, um dos lotes de penicilina teria vencido nos postos por problemas de administração.
 
Os postos de saúde da Capital também são investigados pela ausência de equipamentos importantes e deterioração dos prédios. Somente na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) Parque do Sol, o MPE (Ministério Público Estadual) identificou mais de 130 irregularidades. Leia mais aqui.
 
Para a UPA do Coronel Antonino, a 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública teve que solicitar a compra de equipamentos, mobiliário e materiais em falta, previstos em Relatório de Visita Técnica do Conselho Municipal de Saúde. O mesmo ocorreu na UPA Vila Almeida.

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