Enquanto Reinaldo acusa Bernal e Bernal acusa Reinaldo, Saúde continua um caós

Durante agenda pública na manhã desta segunda-feira (8), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB)  acusou a gestão municipal do prefeito Alcides Bernal (PP) de não querer discutir a saúde na maior cidade do Estado, uma vez que o administração tucana já anunciou implantação de 60 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em todo Mato Grosso do Sul, metade na Capital.

“A prefeitura praticamente não senta à mesa para pactuar a saúde da Capital. Eles estão afastados da discussão”, disparou o governador.

Reinaldo anunciou 20 leitos no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, dos quais oito já foram entregues, até começo de setembro, e outros 20 leitos, que seriam divididos entre Santa Casa e Hospital Universitário, ainda aguardam posicionamento da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

De acordo com o governador, a gestão pepista na Capital acionou a Justiça para regular leitos. “Mas, é uma questão que não vamos discutir, independente da prefeitura, abrimos leitos no Hospital de Câncer e vamos abrir mais até início de setembro. Estamos pactuando contratação de cirurgias eletivas em ortopedia pra diminuir a fila”, frisou Reinaldo.

Além dos leitos de UTI, Azambuja ainda afirmou que o governo estadual está tocando ‘duas obras vitais’ para Campo Grande, a conclusão do novo prédio do Hospital de Câncer e do Hospital do Trauma, prevista para ser entregue em 2017. “Vamos continuar a fazer o trabalho e apoiar a saúde pública da Capital”, finalizou. 

VERSÃO DO MUNICÍPIO

O secretário municipal de Saúde, Ivandro Corrêa Fonseca, afirmou que a Prefeitura de Campo Grande está disposta a conversar com o governo estadual, em relação a aumento de leitos em hospitais da cidade, mas que é contra a "terceirização" do sistema de regulação da cidade, pois entende que deve seguir sob o comando da gestão pública.

"Temos uma relação institucional com o governo, nós temos ofícios que foram encaminhados para eles, porém não foi dado o devido prosseguimento, entre eles de ampliação de leitos na Santa Casa, Hospital Universitário, Hospital do Pênfigo e Centro Regional de Saúdedo Idoso", disse ele.

Ivandro diz que no entanto a prefeitura é contra a "terceirização" do sistema de regulação, que segundo ele, seria repassado pelo governo para administração de uma OS (Organização Social) de São Paulo. "Entendemos que este serviço deve ser feito pelos servidores públicos, em uma gestão compartilhada".

Impasse – A prefeitura inclusive entrou na Justiça contra a terceirização do complexo regulador de vagas. Em 20 de julho, o governo estadual comunicou a seleção da organização paulista Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), para administrar a gestão de vagas por R$ 14.219.868,72, em 1 ano.

Ivandro alega que a questão não foi aprovada pelo Conselho Estadual de Saúde, nem outros órgãos ligados à área. Além disso, afirma que o repasse da administração não estava previsto no projeto inicial e poderá afetará os servidores concursados, que já realizam tal serviço.

Na ocasião da publicação, ainda não havia data definida para que a associação assumisse a gestão. Ainda no mês passado, o Executivo Estadual também fechou a empresa que vai assumir a gerência do Hospital Regional de Ponta Porã, por R$ 23 milhões.

De acordo com o governo, a Secretaria de Saúde vai elaborar um plano de metas e cobrará a aplicação de cada uma à empresa, que terá de prestar contas mensalmente. A Iabas também possui sede no Rio de Janeiro (RJ). Ao todo, o instituto gerencia 137 unidades desaúde e serviços públicos nas duas cidades.

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