Endividados pela causa, protetores de animais pedem socorro em MS

Protetores de animais compareceram à Câmara dos Vereadores, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (25), para pedir mais proteção aos animais domésticos. Com faixas e cartazes, eles ressaltaram a importância do Poder Público estar a favor da causa. Ao G1 o grupo afirmou "estar endividado" por conta de gastos em clínicas veterinárias, já que na maioria das vezes, resgatam animais vítimas de maus-tratos ou então os mantém em casa.

"Precisamos quebrar essa barreira e ter representantes a favor da causa, não somente a questão ambiental. Nossa sugestão é que a delegacia tenha um núcleo específico ou especializado para isso. Além do nosso protesto hoje, estamos marcando reuniões com a prefeitura, Ministério Público e a corregedoria", afirmou a revisora de texto e protetora Greice Maciel, de 31 anos.

Sem sede fixa, ela ressaltou que muitas Organizações Não Governamentais (ONG's) abrigam centenas de animais.

"Temos vários protetores aqui que estão com 100 gatos, outro com 30 cachorros em casas. Todos são casos de animais abandonados, vítima de maus tratos e com isso ficamos fazendo evento para arrecadar dinheiro", comentou.

Brutalidade

Durante fala no plenário, a protetora Amanda Bileski ressaltou casos de extrema agressividade contra animais. "Nós temos total convicção que uma pessoa que comete uma brutalidade contra um animal pode fazer a mesma coisa com uma criança e um idoso, por exemplo. As pessoas precisam dar atenção a esta casa", comentou.

Ainda conforme as protetoras, todas precisam pagar contas que chegam a R$ 5 mil em clínicas da capital. "A única coisa que tentamos é, uma vez por mês, levar gatos para castrar no CCZ [Centro de Controle de Zoonozes]. Eles fazem isso todo dia 20 mas, na maioria das vezes, quando ligamos está tudo congestionado", disse Maciel.
Atendimento

Conforme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat), nos últimos três meses, 158 denúncias de maus-tratos aos animais chegaram ao conhecimento da Polícia Civil. Deste número, somente 12 ainda não foram verificadas. No mesmo período, a investigação aponta que houve 244 pessoas foram indiciadas. O crime de maus-tratos prevê pena de
 

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