Empresa inova ao criar jeans com bolso para celular

A marca paulistana PRS Jeans&Co, do grupo Perusin Jeans, acaba de passar por uma série de mudanças tanto na parte administrativa quanto entre os profissionais de criação, culminando na troca de bastão, antes do tempo, dos pais, fundadores da marca, para os filhos, os jovens Frederico Giordano Perusin (28) e Caroline Giordano Perusin (26). É a dupla que está a frente dos negócios da família.

Diante de um segmento tradicional e promissor e de uma crise, que afeta boa parte do país, eles foram além ao sair da zona de conforto, enxergando um mercado sedento de inovação. “Uma das nossas preocupações é oferecer um produto diferente do que a concorrência está habituada a fazer e na era digital em que vivemos, aliar funcionalidade em favor da tecnologia tem tudo para dar certo”, conta Fredy. Foi então que surgiu a calça jeans com bolso para celular.

Com o objetivo de aliar inovação e funcionalidade ao design, os jovens empresários desenvolveram uma série de protótipos até chegar ao modelo final que conta com um bolso invisível, na lateral externa da calça. “Inicialmente o diferencial era ter um bolso discreto, que tornasse o aparelho imperceptível esteticamente e que proporcionasse liberdade de movimento, porém no decorrer do projeto percebemos outros benefícios para quem usa a peça, como segurança e praticidade”, conta Frederico.

A funcionalidade foi patenteada pelos empresários justamente por não haver no mundo alguma empresa que tivesse desenvolvido algo similar. “O bolso para celular nessa posição da calça ou bermuda está registrado e sob nosso domínio. Caso alguma empresa venha a reproduzir a mesma ideia, temos a proteção da patente, em que nossa equipe jurídica poderá tomar as devidas providências”, explica Caroline.

Como a estrutura da marca já existe há mais de três décadas, o investimento inicial foi apenas de tempo, dedicação e matéria-prima, já que foram produzidos diversos testes até chegar a versão final e ideal. “Não precisamos adquirir maquinário pelo fato da produção ser terceirizada, porém o custo da mão de obra aumentou cerca de 40% uma vez que a modelagem requer muito mais trabalho além de demandar mais tempo. Por consequência o consumo de tecido é muito maior nas peças com esse bolso específico”, relata Fredy.

Os modelos com o bolso para celular já estão sendo comercializados há aproximadamente dois meses e a demanda tem aumentado consideravelmente a cada semana. "Como trabalhamos com pronta-entrega, alguns modelos acabam em menos de cinco dias, o que nos força a aumentar a produção das calças e bermudas com o bolso", diz Fredy. “Projetamos que até o final deste ano 80% da nossa fabricação venha com essa funcionalidade", finaliza.

O resultado não poderia ser diferente, a PRS conseguiu agregar valor a peça. "Estávamos com muita dificuldade em precificar nossos produtos já que tudo tem aumentado como mão de obra, tecidos e aviamentos, logo não conseguíamos repassar os custos", explica Fredy. Com esse diferencial único e exclusivo é possível comercializar os produtos e manter a margem de lucro.

O único investimento foi destinado ao departamento de marketing, responsável pelos materiais de comunicação visual específicos para os pontos de vendas dos clientes, como displays, totens e móbiles. “Nesse tempo de crise ou inovamos e oferecemos um produto interessante ao nosso cliente ou fechamos as portas como muitos concorrentes tem feito. Por conta do novo modelo, marca estima um aumento nas vendas de cerca de 40% com produção de pouco mais de 100 mil peças/mês até o final do ano”, justifica Fredy.

Atualmente, a marca que tem sua produção 90% direcionada ao público masculino aposta no bolso para celular apenas nos modelos para os homens, já que a modelagem das calças é completamente diferente das mulheres, que costumam ser mais ajustadas ao corpo. “No jeans masculino, conseguimos encontrar um lugar perfeito, onde o celular fica imperceptível e não incomoda usualmente nem esteticamente”, comenta Caroline.

Os modelos que já estão disponíveis para compra nos mais de 2 mil pontos de venda espalhados pelo país, custam em média R$ 149 e vem com uma tag especial, no formato de um aparelho celular, explicando as diversas funcionalidades do bolso.

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