Em MS professora usa trator para ir à  escola dar aula

A combinação de chuva e estradas ruins tem causado transtornos para alunos e professores de escolas no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, no sul de Mato Grosso do Sul, a 415 km de Campo Grande. Por conta do difícil acesso, tem professor que usou trator para chegar até a escola.

"Infelizmente, estou indo de trator porque não tem outra saída para a gente", disse a professora Débora Camilo.

Os professores que se arriscam a ir de carro ficam atolados e precisam pedir ajuda. O mesmo trator usado para levar a professora Débora ajudou a desatolar o carro de outra professora, que tentava chegar à escola. Ela ficou atolada por cerca de 2 horas até ser resgatada.

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, 29 equipes atendem situações de emergência, mas, por conta da chuva, não existe um prazo para conclusão dos trabalhos.

"Está impossível chegar até a escola, infelizmente, está impossível", disse Jocélio Saumásio. O acesso difícil impediu muitos alunos chegarem à escola no primeiro dia de aula. É o caso de Elizer Jandrei. Ele foi flagrado pela equipe de reportagem andando descalço a caminho da escola.

A diretora da escola, Olívia de Moraes, diz que até quem mora perto não consegue chegar de ônibus. "Nossas estradas estão em péssima condição e oferecem muitos riscos para as crianças e, por isso então, eles não puderam vir para a escola", afirmou Olívia.
O governo do estado adiou em duas semanas o início do ano letivo para que os municípios tivessem tempo de recuperar as estradas, danificadas pelas chuvas de dezembro e janeiro.

O problema é que o período de chuva ainda não terminou em muitas regiões, por isso, as máquinas não começaram a trabalhar. Por conta do atraso, os pais de alunos estão preocupados e protestaram. "O que mais indigna a gente é porque prorrogaram o início das aulas, mas durante essa prorrogação, nenhuma máquina, ninguém veio ver a situação para chegar na escola", disse Vitor Neves, pai de um aluno.

Onde ele estuda, quase todos os alunos dependem do transporte escolar para ir e voltar, mas, por conta da péssima condição das estradas, as salas de aula ficaram vazias na volta às aulas.

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