Eleições na Capital – quem fica com quem?

O muro de Berlim caiu, Bernal virou prefeito, fomos goleados em casa pela Alemanha, Giroto foi preso, a Inglaterra saiu da Comunidade Europeia – e nada muda no Brasil quando o assunto é eleições.
 
Nessas horas ignora-se os conceitos éticos, as teorias dos sociólogos e até  os entreveros das últimas disputas eleitorais. Tudo em nome de composições que garantam maior número de partidos e em consequência espaço no horário do rádio e televisão. É assim que funciona. Tudo mais é abobrinha verde.  
 
Incoerências à parte, os políticos locais seguem a velha fórmula de que ‘só não vale perder’, para assim manter o poder de mando e influência, aproveitando-se inclusive do momento de desilusão de grande parte do eleitorado.  Aí, mantendo ou não as aparências – sentam-se à mesa de negociações.
 
No cenário da capital em pior situação está o PT – sem novos nomes e desgastado com episódios envolvendo Delcídio, Zeca ( porto fluvial de Murtinho) e do ex-Secretário  da Fazenda Paulo Bernardo. Junta-se ao PDT ou se contenta com o vereador Alex que topa a candidatura para se fortalecer na disputa da Assembleia Legislativa em 2018?
 
Quanto ao prefeito Bernal, está na dele. Tem pronto o discurso da vitimização e a prisão de Giroto, além da denúncia contra André, Nelsinho e vereadores serão exploradas.
 
Na outra ponta o PSDB tem Rose como candidata, tentando repetir o sucesso das eleições estaduais. Seu fiador é Reinaldo que faz a leitura apostando nos números positivos de sua administração. Mas está conversando com muita gente, também pensando no eventual segundo turno.
 
Sobram Marquinhos do PSD e eventualmente André – PMDB.  O primeiro está a campo há bom tempo e tenta vender a imagem de independência do irmão Nelsinho. Tem dificuldades na relação com o PMDB principalmente, se precisar de aliança.
 
Quanto a André, precisa responder as acusações contra sua administração estadual  para ainda ser visto como administrador competente. É que a população aguarda uma manifestação oficial dele contra o seu ex-secretário Giroto, preso por corrupção. E convenhamos: não podia ser diferente.
 
Mas diriam alguns: “As eleições estão longe, há muito tempo pela frente!”  Como lembra o Barão de Itararé: “ Tudo é relativo. O tempo  que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.” No caso, tem mais gente do lado de fora.

De leve…

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