Contas de luz precisam de 33% de aumento para cobrir rombo do setor

Dois meses depois do aumento de até 40% nas contas de energia, o consumidor poderá se deparar com um novo "tarifaço" nos próximos meses. Levantamento feito pela consultoria PSR mostra que há um passivo existente no setor elétrico avaliado em torno de 64 bilhões de reais, fruto da crise de energia enfrentada pelo país, que ainda precisa ser quitado, segundo reportagem do jornal Valor Econômicopublicada nesta quarta-feira.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda não definiu quem deve assumir esses gastos, podendo ser pago tanto pelo Tesouro como pelos consumidores por meio da conta de luz. Com o ajuste fiscal em curso, no entanto, a tendência é que o último grupo seja o responsável pela fatura. Se todos esses custos forem incorporados de uma só vez na tarifa, o reajuste será de 33%, calculou a consultoria. Essas despesas também podem ser repassadas em valores parcelados por anos.

A maior parte desse passivo está relacionada à aprovação da Medida Provisória 579/2012, que reduziu a conta de luz e renovou os contratos com as concessionárias. A consultoria calcula que 27,6 bilhões de reais se referem à indenização de ativos cobrados pelas empresas de transmissão e geração de energia. O restante das despesas se refere à insuficiência de recursos recolhidos no atual sistema de bandeira tarifária, à renegociação da dívida da Eletrobras com a Petrobras em relação ao gasto de combustível para geração de energia, e aos problemas causados pela crise de estiagem.

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