O 7º partido mais votado na Capital, o PMN, poderá ter duas vagas na Câmara de Vereadores, isso se a Justiça Eleitoral acatar o recurso do atual subcomandante do 1º batalhão da Capital, Major Mario AngeloAjala, que teve a candidatura indeferida e não viu seus 2.045 serem computados como válidos. Uma possível recontagem de votos pode alterar composição atual.
“Apresentei toda a documentação e estranhei a decisão”, disse Ajala, que explicou que a Justiça entendeu que sua função, de subcomandante, seria de confiança.“Eu sou de carreira. Nós militares temos uma precedência, não podemos nos afastar enquanto não passa pela convenção (do partido). Eu não exerço cargo de confiança, sou subcomandante e isso nada mais é que o oficial mais antigo abaixo do comandante”, explicou.
O militar afirma que espera uma decisão favorável da Justiça, uma vez que respeitou todos os prazos previstos na legislação eleitoral, e já reuniu documentação que prova que sua função na Polícia Militar não é de confiança.
Major Ajala disse que espera uma resposta sobre seu recurso até o dia 15 de novembro, data de diplomação dos eleitos. A última atualização do pedido do militar publicada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) foi no dia 5 de outubro, que revela que após pedido de vista da Procuradoria Regional Eleitoral, o processo está concluso para o relator na Corte.
Para o presidente regional do PMN, Máximo Brasil, o partido tem grandes chances de ter um segundo representante na Câmara, já que emplacou Willian Maksoud, com 2.641 votos. Ele espera que com a recontagem, que será feita caso o pedido de candidatura de Ajala seja deferido, Silviu Pitu ganhe uma vaga que hoje está preenchida com base no quociente partidário. Pitu teve 2.545 votos e por ora é o 1º suplente da coligação.
Máximo Brasil ainda comemorou o resultado das eleições, que colocaram a sigla à frente de partidos que já tem representantes na atual legislatura, com o PTB e o PRB, e garantiram ao PMN uma prefeitura em Mato Grosso do Sul (em Terenos).





