Campo Grande tem terceira maior coleta seletiva do Brasil

A ampliação do serviço de coleta seletiva e a finalização da Usina de Triagem de Resíduos (UTR) elevarão a categoria de Campo Grande no ranking da coleta seletiva, sendo a terceira maior cidade brasileira a oferecer o serviço. 

Nesta terça-feira (30), o prefeito Gilmar Olarte lançou oficialmente a ampliação e destacou a preocupação da Prefeitura com o trabalho e o meio ambiente. “Somos a terceira maior cidade em se tratando da coleta seletiva e isso é graças à preocupação e compromisso desta administração com o meio ambiente e o trabalho”. 

A coleta seletiva é o recolhimento de materiais recicláveis (papel, plástico, metal e vidro) que não devem ser misturados ao lixo comum das residências ou local de trabalho. Trata-se de um cuidado dado ao resíduo que começa com a separação dos materiais em orgânicos e inorgânicos, e, em seguida, com a disposição correta para o reaproveitamento e reciclagem.

O serviço atende 100 mil residências, o que corresponde ao recolhimento do lixo produzido por 182,6 mil pessoas. A partir da expansão serão 600 toneladas de matéria-prima coletada. 

Com a instalação da UTR, em julho, haverá também a solução para os catadores que trabalham de forma insalubre, trazendo dignidade a esses trabalhadores. “Os catadores podem pensar em um futuro melhor e acreditar. A sociedade também precisa ter a consciência e fazer a reciclagem correta”, explica Daniel Arguelho, representantes das cooperativas que trabalharão na UTR. 

A coleta seletiva e a criação da UTR também trazem benefícios econômicos, porque além de garantir emprego e renda aos catadores, permitem que a prefeitura explore o aterro sanitário por mais tempo, já que o volume de resíduos será menor. 

“Para o trabalhador, isso significa a garantia de um trabalho decente para todos que atuam no lixão. O fechamento dessa área significa o fim de um trabalho degradante, periculoso e desprovido de amparo legal, previdenciário. Com a transição para a UTR, nós teremos esses trabalhadores em condições dignas de exercerem suas atividades laborais, com a garantia de seus direitos”, explica o diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande, Cícero Ávila. 

Até o fim do ano, a Solurb, responsável pela coleta do lixo em Campo Grande, prevê que mais duas regiões passem a contar com o serviço. Em 2016, a expectativa é que os resíduos recicláveis sejam coletados nas nove regiões, cobrindo toda a Capital em maio de 2017.

Denis Matos
 

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