“Câmara Municipal, samba do crioulo doido” – Antonio João Hugo Rodrigues

Está se aproximando o dia em que os eleitores de Campo Grande terão que escolher 29 novos vereadores, por quatro anos. O que se espera? Que tenham a sapiência de não reeleger os que não prestaram nenhum serviço para a nossa sofrida Capital. Ou seja, se isso acontecer, poucos serão reeleitos: a folha de serviços prestadas pelos edís é quase um zero à esquerda.

Os atuais 29 vereadores, salvo raríssimas exceções, formam uma grande piada legislativa. Aliás, não se trata de um privilégio da Câmara Municipal. Nossa Assembléia Legislativa é outro bando de parlamentares quase caóticos. E a Câmara Federal, que sempre dá o exemplo, diga-se de passagem maus exemplos, é tão ruim quanto as outras.

O nobre (?) vereador João Rocha, que preside o legislativo municipal, capitaneia um grupo de perdedores.  Digo perdedores em termos de realizações e de atuações, não ao fato de que poderão ser reeleitos ou não. Dependendo do grau de avaliação dos eleitores, certamente a maior parte  terá que procurar novos empregos em 2017, tamanho o grau de desacerto com o eleitorado e pelo alto número de promessas não cumpridas.
As tais comissões que lá existem, como a de Justiça e a de Ética, não tem nenhuma valia para o eleitorado campo-grandense.

A de Ética, então, nem se fala; um vereador pode até chamar outro de ladrão que, sem nenhuma dúvida, será absolvido.  A vereadora Luiza Ribeiro, que ficou mais conhecida como catraquinha, é uma das protegidas pelo corporativismo: foi ao Gaeco, denunciou quase todos os pares como vendilhões de votos e nada  aconteceu. Ficou a dúvida: ela exagerou mesmo ou estava certa? Mais provável a segunda hipótese.

Para completar , vamos voltar ao caso do vereador (meu Deus, proteja-nos todos!) Durães afirmando em sessão  em plenária ter mantido suposta relação caliente com a senhora mãe do prefeito, Alcides Bernal “debaixo dos edredons”. Esta senhora, octogenária, foi desrespeitada em  todos os sentidos. Literalmente. Fosse eu o alcaide, teria ido na Câmara e acertado um murrão bem dado no imbecil. E a Comissão de Ética caminha para dar-lhe uma suave advertência. Talvez, nem isso. 

Como diria meu saudoso pai, José Barbosa Rodrigues, uma decisão destas, a se confirmar,  certamente fará o fiofó cair do traseiro.

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