Conforme a investigação, caso esta pessoa confirmar o envolvimento do suspeito em outra batida, no início deste ano, ele terá mais um indiciamento: fraude processual.
“Durante o interrogatório, ele foi questionado sobre outro acidente ocorrido no dia 21 de janeiro deste ano. O estudante falou que, nesta ocasião, ele não teve culpa e o acidente resultou somente em danos materiais. Agora, porém, obtivemos a informação de que ele fugiu do local deste acidente e o seu pai pode ter assumido a direção em seu lugar”, afirmou ao G1 o delegado Enilton Zalla.
As informações estão sendo repassadas nesta segunda-feira (6), ao delegado Geraldo Marim Barbosa, que assumiu o inquérito policial no 3° Distrito Policial. No início do ano, foi registrado um boletim de ocorrência por evasão.
O fato teria ocorrido na avenida Euler de Azevedo, bairro São Francisco. A autoria, porém, é registrada em nome de um funcionário público de 63 anos, que seria pai do suspeito.
O condutor do outro carro nega a participação do idoso e aponta o filho dele como motorista, na ocasião. “Esta pessoa terá de apontar quem estava dirigindo o veículo. O agravante é que, no caso deste acidente mais recente, uma testemunha afirmou que o estudante saiu falando que iria embora, pois não poderia se envolver em acidente de novo”, comentou Zalla.
Se os fatos confirmarem, a investigação acredita ser este um “agravante gravíssimo” para o estudante. “Realmente pode ser algo que o comprometa bastante na Justiça. Temos o documento do boletim de trânsito. Se o fato se confirmar, o suspeito será indiciado por mais este crime”, ressaltou o delegado.
A pena por fraude processual varia de três meses a dois anos de detenção. E, ainda pode ser dobrada, em casos de evasão do local de acidente, de acordo com o artigo 347 do Código Penal. O jovem já responde por homicídio doloso, omissão de socorro, lesão corporal e evasão do local do acidente.
Entenda o caso
O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque, de 24 anos, estava com o filho de 3 anos, quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante. Segundo a perícia, o motorista, que fugiu do local após o acidente, estava em alta velocidade e testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez.
Carolina morreu enquanto recebia atendimento médico. O filho da advogada, que estava no carro, teve alta na Santa Casa da capital sul-mato-grossense. Ele fraturou a clavícula, mas, segundo a família, os médicos também identificaram que a criança machucou duas costelas. O menino está aos cuidados da avó materna. O suspeito se apresentou no último sábado (4).




