Os sequestradores, membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina, exigiam a liberação de membros da Fração do Exército Vermelho presos na Alemanha.
Com 86 passageiros e cinco tripulantes a bordo, o voo 181 da Lufthansa, que decolou de Palma de Mallorca, na Espanha, com destino a Frankfurt, foi forçado a fazer cinco paradas em cinco países diferentes.
A jornada terminou no aeroporto de Mogadíscio, na Somália, com uma operação das forças de elite alemãs.
Três sequestradores morreram, assim como o piloto do avião.
Após a tragédia, a aeronave permaneceu em serviço, passando por várias companhias aéreas, depois de ser vendida pela Lufthansa em 1985.
A última companhia foi a cearense TAF, que comprou o avião em 2002, sem ter ideia do seu valor histórico.
Por dez anos, esteve estacionado na pista do aeroporto de Fortaleza.
Para recordar os quarenta anos do sequestro, a Alemanha decidiu adquirir e repatriar a aeronave de aproximadamente 8,5 toneladas, para exibi-lo em um museu aeronáutico.
O desmonte completo, realizado por uma equipe de engenheiros alemães enviados especialmente para a missão, deve durar várias semanas e a repatriação deve ocorrer até o final de setembro, a bordo de um avião de carga russo Antonov 225, o maior do mundo.




