Bernal repete erros em 30 dias de volta a administração de Campo Grande

Neste domingo completa um mês que o prefeito Alcides Bernal (PP) voltou à prefeitura de Campo Grande, depois de 17 meses fora do mandato por ter sido cassado por 26 dos 29 vereadores da Câmara Municipal.

Para o cientista político Eron Brum, até o momento, o prefeito Alcides Bernal está repetindo os mesmos erros de quando assumiu a prefeitura pela primeira vez. Rompeu os principais contratos firmados pelo prefeito anterior e anunciou uma serie de medidas a serem tomadas para apurar possíveis irregularidades e parou o município.

Erom Brum criticou também o fato de o substituto de Bernal, o vice Gilmar Olarte, ter assumido com o mesmo discurso e feito a mesma coisa, ou seja a cidade estaria paralisada e não avança. “Um bom administrador não age desse forma. Ao mesmo tempo que toca a administração, ele encaminha as irregularidades aos órgãos responsáveis para apuração, mas não deixa a cidade ficar parada”, explica ele, acrescentando, “imagina Campo Grande paralisar três vezes em menos de quatro anos”.

Avaliação – O cientista político Erum Brum defende ainda que seja montada uma comissão de alto nível e independente, sem pessoas da gestão, que possa realizar todo o levantamento sobre possíveis irregularidades na administração, que teria deixado os cofres vazios. Mas que ao mesmo tempo o prefeito dirija a cidade e governe. “Não pode é ficar tudo parado, não avançar.”

Para Erom Brum, o que tem ocorrido em Campo Grande a partir de 2013, mostra que os gestores não estavam preparados para gerenciar a capital de um estado. “Não pode ficar culpando os outros. É preciso agir mais”, afirma, lembrando que um defeito do sistema político é as pessoas se preocupar mais com a acusação do que com a ação.

Segundo o cientista político, Alcides Bernal está “patinando e com dificuldade até para monta a equipe”, o que demonstra que não é um bom administrador e não corresponde a expectativa de uma população.

Erum Brum defende que se alguém teve culpa por irregularidades na administração pública tem que pagar, mas uma capital brasileira com quase um milhão de habitantes não pode ficar nessa dúvida e ser paralisada.
 
 

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