Bairro Parati, berço politico de Rose Modesto esta sem segurança

Moradores do bairro Parati, região sul de Campo Grande, estão indignados com a onda de assaltos que assola a região. Na sexta-feira (22), por volta das 19h da noite, a casa da dona Maria Dilma Souza Tavares, 58, moradora da rua Avelino dos Reis foi assaltada, no mesmo dia, outra casa do bairro também foi alvo dos bandidos. O bairro Parati, é berço politico da vice-governadora Rosiane Modesto.  

O mais interessante é que, enquanto esta matéria estava sendo escrita, recebemos dos mesmos moradores que denunciaram tal situação, a informação de que uma farmácia localizada na Rua da Divisão acabara de ser assaltada.

“Eles têm agido na cara dura, passam de moto olhando para as casas para ver qual está mais fácil pra eles e durante a noite agem”, diz o marceneiro Belchior Braga, 54 que também teve a casa assaltada três meses atrás.

“Eles levaram TV, DVD e até tralha de pesca”, conta. Questionado sobre o registro da ocorrência na polícia, Braga foi categórico. “Pra quê? Eles não vão achar esses bandidos mesmo, não adianta. Para não ter que correr atrás de bandido primeiro é preciso fazer as rondas, fazer o policiamento nos locais”, pontua.

Katia Tavares, filha de dona Maria Dilma, conta que os moradores estão revoltados com a situação. “Estamos com muito medo. Sabemos que várias residências e estabelecimentos comerciais foram assaltados. O sentimento de insegurança e impotência perante tudo o que está acontecendo é grande. Sabemos que a polícia está ciente do que está acontecendo e agora aguardamos a resposta” diz.

Maikon Silva, 32, tem residência e comércio no Parati, ele conta que a ação dos bandidos tem sido cada vez mais descarada. “ Tenho comércio aqui e pra nos proteger de assaltos coloquei uma grade no meu estabelecimento, o que a gente não pode é ficar a mercê deles”, disse.

Maikon que mora no bairro há 30 anos conta que moradores relataram uma ação suspeita na noite de sábado. “ Dois motociclistas passaram bem devagar pelas ruas, ambos estavam com um colete preto escrito ‘vigia’, um estava de capacete levantando e com um apito, achamos estranho porque nós, moradores, desconhecemos eles”, conta.

Na tentativa de se proteger dos assaltos, moradores até criaram um grupo no Facebook e no WhatsApp onde eles trocam informações sobre o bairro. O grupo ajuda, mas é de policiamento que a gente precisa, é de ronda, de segurança, e é o que não estamos tendo aqui”, pontua Braga.

Latrocínio cometido no bairro

No dia 23 de junho, o soldado do Exército, Elton Cézar Roveri da Conceição, 21, morreu ao reagir a um assalto em frente à residência na rua Hiran José Horn, no bairro Parati, Elton foi atingido com quatro tiros e morreu no Hospital Regional horas depois.

Elton morreu na frente da namorada de apenas 18 anos. Segundo vizinhos, o que mais chamava a atenção eram os gritos desesperados dela. Abalados, a família não quis falar sobre o assunto.

Segundo populares o bairro é muito perigoso e no dia do crime chegaram a ouvir os disparos. “Não era muito tarde, estávamos assistindo novela. Quando ouvi o primeiro disparo, corri para o fundo de casa, em seguida ouvi os gritos na rua, os gritos da namorada dele”, relata uma moradora que não quis se identificar.

A mesma moradora conta que já sofreu uma tentativa de assalto em frente à residência, exibe a marca da facada no pescoço que levou. “Só consegui me salvar porque outros moradores viram a situação e botaram ele [bandido] pra correr, mas tenho essa marca”, contou.

 

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