Azambuja “esquece” de renovar com o sistema SIGO e segurança via um cáos

Com a instabilidade do sistema SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional) há aproximadamente um mês, as delegacias estão voltando ao uso de técnicas primitivas para investigar os crimes que acontecem em Mato Grosso do Sul. Um dos recursos adotado é a impressão de um mapa de Campo Grande, colocado sobre um isopor, onde são fixados alfinetes coloridos para a identificação das manchas criminais da Capital.

De acordo com o diretor jurídico do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civís de Mato Grosso do Sul), Max Dourado Azambuja, o problema se deve à um desacordo administrativo entre a empresa responsável pela manutenção do sistema e o governo do Estado. “A Compnet, empresa que é dona do sistema, está desativando alguns módulos do SIGO, o que está causando diversos problemas, como o aumento do número de pessoas na delegacia, devido à desativação do B.O (Boletim de Ocorrência) online”, disse.

“Os policiais estão sendo muito prejudicados, e a população mais ainda. O SIGO nos ajudava muito com a identificação da mancha criminal da Capital, que são as áreas onde mais acontecem crimes, e sem ele, nós voltamos à uma técnica de 20 anos atrás, que é um mapa de Campo Grande em um isopor, onde vamos colocando vários alfinetes coloridos. É uma nostalgia que eu preferia não sentir”, relata Max Dourado.

“Os escrivães estão tendo que registrar de forma arcaica e inadequada os depoimentos das vítimas e toda a instrução do inquérito, o que prejudica o andamento do processo e consequentemente, o tempo de resposta à população”, disse o presidente do Sinpol, Giancarlo Miranda.

Há cerca de três semanas o problema foi comunicado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e à Delegacia-Geral de Polícia Civil. O documento protocolado cobra providências urgentes, considerando que a falta da ferramenta está atrasando o trabalho policial.

A Governadoria de Mato Grosso do Sul, por meio da Sejusp, relata que “o sistema SIGO está ausente por conta de um processo de renovação contratual com a empresa que administra o sistema. Tanto o Governo do Estado quanto a empresa que opera o sistema já estão em conversações avanças sobre a renovação desse serviço e assim que ocorrer a assinatura do novo contrato, o sistema será reativado”.

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