Aposentadorias consumiram 109 milhões de reais – será?

A prefeitura da Capital negou nesta quarta-feira (29) que haja desvio de dinheiro no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), em nota de esclarecimento divulgada em edição extra do Diário Oficial. O texto afirma que a diferença de valores apresentada é culpa do aumento do números de aposentados.

Na semana passada, o deputado estadual Carlos Alberto Davi dos Santos (PSC) denunciou na Assembleia Legislativa o "sumiço" de R$ 100 milhões da reserva previdenciária, que em janeiro de 2013 contava com R$ 110.650.995,27 e em maio de 2016 registrava apenas R$ 874.552,19 – porém, a prefeitura diz tem 18.006.248,15.

No texto do Diário Oficial, a diretoria do IMPCG afirma que o órgão, assim como ocorre em outras previdências pelo país, enfrenta problema de déficit que se arrasta desde 2011, sendo agravado pelo aumento de 45,38% de aposentados no serviço público municipal entre dezembro de 2012 e abril de 2016. O aumento na folha foi de 104,75% no período.

"Não houve desvio e sim utilização de recursos da previdência para pagamento de benefícios previdenciários", consta logo no início da nota, que ainda ressalta a necessidade de aporte mensal, do tesouro municipal, de R$ 8 milhões por mês na Previdência para garantir os pagamentos para os inativos da prefeitura.

"Ressaltamos que as receitas oriundas de contribuições previdenciárias vêm sendo insuficiente para suprir as despesas previdenciárias desde 2011, reflexo de uma conjuntura histórica, que não difere da realidade nacional", explica o texto da prefeitura, que garante o pagamento das aposentadorias e que medidas para atenuar a situação estão sendo tomadas.

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