Após um ano, vereadores afirmam que nenhuma promessa de Bernal foi cumprida

O prefeito Alcides Bernal, do PP, completa no próximo dia 27 de agosto, um ano desde que foi reconduzido à prefeitura de Campo Grande por meio de decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Para os vereadores da Câmara Municipal, a decisão favorável ao atual prefeito representou um prejuízo de R$ 500 milhões para a Capital, além de retroceder o município em oito de anos em desenvolvimento. 

Para o vereador Carlos Augusto Borges, do PSB, Bernal não cumpriu nenhuma promessa feita após ser reconduzido à prefeitura. "Ele não cumpriu nada, nem a Lei 5.411 do piso dos professores. Não fez obras e na cidade tudo ficou parado. O Bernal pode até ter terminado de duas a três obras, mas no geral, tudo está parado. Não há manutenção e nem conservação de vias, não há limpeza, não há tapa-buraco, não conseguiu manter o mínimo que a cidade precisava. Vejo que a nossa cidade ainda não está um caos, mas vive uma situação muito difícil", comentou. 

E ressaltou, que o fato do município estar parado, a Capital pode ter amargado um prejuízo de quase meio bilhão de reais. "Por conta dessa paralisação, a cidade teve um prejuízo de R$ 500 milhões, não tem trabalho, as coisas estão paradas. Ele não paga servidores, fornecedores e nem prédios locados, então, piorou tudo desde a volta dele". 

Para o vereador Airton Saraiva, do DEM, a gestão comandada pelo atual prefeito foi marcada pela mentira e enganação. "A gente já sabia que seria assim, um governo de mentiras e enganação, que teríamos uma cidade parada, ela sem luz e tendo dificuldades. Não dinheiro para tocar as obras, por exemplo, tivemos a liberação dos R$ 340 milhões do PAC, para o Nova Lima, mas até agora, a obra não andou. Ou seja, o Bernal não conseguiu fazer o arroz com feijão e ainda deixou queimar tudo", disparou. 

O vereador Edil Albuquerque, do PTB, destacou a falta de habilidade do Bernal para manter uma relação boa e trânsito livres com os poderes constituídos. "Além dos problemas de relacionamentos com a Câmara Municipal, entre o Legislativo e o Executivo, ele não conversa com ninguém", reafirmou.

"Hoje a população vive caindo em buracos, as ruas estão sem iluminação, temos problemas na merenda escolar, ele deixa de pagar funcionários, empresas, fora outras coisas. Para mim, essa administração já acabou. Não tem projeto, o Ministério Público já nos respondeu que nós temos condições, com leis existentes, para tomar providências, mas infelizmente, não temos condições de recuperar esse tempo", explicou Edil Albuquerque que ainda afirmou que para o município se recuperar será necessário mais oito anos.  

Novato na Câmara Municipal, o vereador Lívio Viana, do PSDB, disse que chegou à Câmara com o espírito aberto para ajudar e contribuir com o desenvolvimento de Campo Grande. "Mas me senti frustrado após um ano, ver a minha cidade no estado que estava e não ver avanços, principalmente, em áreas que esperávamos avanços e ficou marcada com retrocessos".

O presidente municipal do PSDB, ainda disse denúncia que houve boicote por parte da administração atual. "Fizeram boicote com a caravana da saúde, o Governo do Estado tem auxiliado o município, como por exemplo, a pavimentação asfáltica e a prefeitura dificultou o processo. Campo Grande hoje não teve avanços e a menos transparente.  Há essas denúncias do IMPCG e o que gente vê são cavaletes afirmando que a cidade está melhorando, mas que na verdade, nada está sendo feito", finalizou. 

Logo que assumiu, o comando da prefeitura, no dia 27 de agosto de 2015, o prefeito assumiu a responsabilidade de cumprir três objetivos: 'trazer paz, economia, e corte no número de comissionados da administração municipal'.  Fora isso, no discurso de posse, Bernal disse que “não iria citar nomes do passado e que agora tudo é uma página virada, as ações criminosas vão ficar a critério do poder competente”, declarou na época. 

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