Após morte de índio em confronto, Exército vai intervir em Antônio João

​Depois do intenso conflito que envolve índios e produtores rurais da região de Antônio João- distante 341 quilômetros de Campo Grande-, o Governo Federal autorizou neste sábado (29) a intervenção do Exército no município, onde já está a Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal. A decisão é uma tentativa de amenizar o confronto e restaurar a ordem.

De acordo com a assessoria de imprensa do senador Delcídio do Amaral, responsável pelas negociações com o governo, a intervenção foi autorizada por Antônio João fazer parte de uma região fronteiriça, sendo, portanto, área de responsabilidade da segurança nacional.

O pedido de ajuda partiu da secretaria estadual de Justiça e Segurança pública foi intermediado por Delcídio, e autorizado pelos ministros da Defesa, Jacques Wagner, e da Justiça, Eduardo Cardoso. A responsabilidade da tropa é garantir a ordem na região e não inclui ações típicas de policiamento, como por exemplo desocupar fazendas.

Agora, 30 homens da Força Nacional de Segurança, que já chegaram a Dourados, estão se deslocando em viaturas até Antônio João para tentar apaziguar a situação.

O confronto entre fazendeiros e índios em Antônio João já resultou na morte de um índio. O fato aconteceu neste sábado (30), logo após uma reunião no Sindicato Rural da qual participaram o senador Waldemir Moka (PMDB), o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) e a deputada federal Tereza Cristina (PSB). Segundo os índios, a vítima é um dos líderes do grupo, identificado como Semion Vilhava.

A área reivindicada pelos indígenas, de 9.300 hectares é chamada de terra indígena Nhanderu Marangatu, e chegou a ser homologada em junho de 2005, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, à época, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, anulou o ato, a pedido dos fazendeiros.

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