Ajuste fiscal é “enxugar gelo até ele derreter”, diz Renan

Estamos na escuridão, assistindo a um filme de terror sem fim e precisamos de uma luz", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) . A "escuridão" a que ele se refere é a crise econômica e política que atinge o País. Renan aproveitou a oportunidade para criticar o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e elogiar os colegas de partido Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Michel Temer (PMDB).

Tais colocações foram divulgadas em um vídeo publicado na última sexta-feira (17), no canal do Youtube da TV Senado. Em um depoimento de praticamente 17 minutos, Renan diz que o ajuste fiscal de Levy é "insuficiente, tacanho", "cachorro correndo atrás do rabo", como "enxugar gelo até ele derreter".

"A sociedade já está no limite suportável da sua contribuição, com aumento de impostos, tarifaços, inflação e juros", afirmou Renan. "O ajuste fiscal está mesmo se revelando como um desajuste social. Porque o ajuste é um fim em si mesmo", considera o presidente do Senado.

Em contraposição, sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, Renan é só elogios. "Ele tem sido um bom presidente da Câmara, implementando um ritmo de votações. Acho que a atuação dele, sua independência, colaborou muito para este momento do Congresso Nacional”, afirma. Renan elogia também o vice-presidente da República, Michel Temer, chamando-o de "prudente, da conciliação e do diálogo".

Renan criticou o governo de Dilma Rousseff e afirmou ainda que "o governo deve temer a sociedade e não o contrário", em referência às medidas tomadas pela presidente no atual mandato. “Na opinião pública, a aprovação popular dispensa comentários. Temos uma crise política. Uma crise econômica. Temos também uma crise de credibilidade porque o sistema é presidencialista", acrescentou.

O presidente do Senado disse ainda que "vê com naturalidade a pretenção" do seu partido e que acredita que o PMDB vai "em busca do protagonismo". Renan estaria, portanto, concordando com a pretenção do partido em ter candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018 .

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