Os advogados reclamam que a Assembleia não publicou o pedido deles e também não vêm motivos para a demora do corregedor, Maurício Picarelli (PSDB), em dar parecer sobre o pedido.
“Acho que já há indícios suficientes da materialidade do delito. Não sei porque estão enrolando. Estamos percebendo uma falta de interesse para a abertura”, questionou o advogado Fábio Lechuga. Segundo os advogados, nesta quinta-feira o pedido completa 14 dias de protocolo e sem nenhuma resposta.
Questionado sobre a reclamação, o deputado Maurício Picarelli declarou que a responsabilidade de publicar o pedido é da Mesa Diretora da Assembleia. Ele alegou que está seguindo o trâmite normal. O deputado aguarda depoimento do pastor Jairo Fernandes Silveira, que gravou a conversa em que Paulo Correia liga para Orro falando sobre suposta fraude no preenchimento da folha de frequência de servidores.
Após ouvir o pastor, Picarelli pretende conversar com os deputados antes de recomendar advertência, suspensão ou abertura de processo disciplinar, que pode cassar os parlamentares. Todavia, independentemente do relatório, a decisão caberá ao presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB).
Os deputados alegam que o pastor não poderia ter gravado a conversa entre eles, a não ser com quebra de sigilo telefônico. As testemunhas não são obrigadas a comparecer e não há prazo para o término dos trabalhos.





