Adams admite: ‘pedaladas’ nunca foram tão frequentes como em 2014

Ao longo da última semana, o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, mal pisou em seu gabinete. Incumbido da difícil tarefa de explicar as irregularidades nas contas da presidente Dilma Rousseff de 2014, apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Adams passou os últimos dias tentando convencer parlamentares de que não houve desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nas chamadas "pedalada fiscais". Reuniu-se com a presidente Dilma na segunda; falou a senadores e deputados na terça; discursou na CPI da Petrobras na quinta. Em entrevista concedida ao site de VEJA, o ministro até brincou que não estava sobrando tempo para fechar o texto de defesa da presidente, que deve ser entregue ao tribunal até o dia 22 julho (próxima quarta-feira).

Apesar de Adams se dizer "confiante" na aprovação das contas, o jogo está bem longe de estar ganho. Os votos dos ministros do TCU ainda estão no campo da incerteza. Mas, caso a reprovação se confirme, a presidente estaria diante de um fato inédito. E a oposição encontra aí uma possibilidade de argumento jurídico para dar respaldo a um processo por crime de responsabilidade e, por consequência, um pedido de impeachment.

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