Carnaval; faz bem ou mal?

05.03.2019

Eu e minha esposa costumamos levantar às 05h40 para ouvir um programa religioso de cinco minutos e, em seguida, as notícias pela TV.

Mas hoje cedo, ao ligar a TV só estavam passando imagens e informações sobre o carnaval, na emissora pela qual costumamos assistir notícias. Parece que os foliões ficaram a noite toda no sambódromo, o que faz mal à saúde.

Depois de tomar o café da manhã, fui à lotérica e a encontrei fechada. Os bancos também estão fechados. O poder público, também. Quer dizer que podemos nos dar ao luxo de ficar parados durante alguns dias, para depois nos lamentar com o Produto Interno Bruto, com desempenho pífio?

Mas o que eu quero destacar é a influência do carnaval, pois digo que ele faz mal. Vejam: No carnaval é ideia que se tem é que há uma licença, uma permissão para extravasar, para passar dos limites, enfim, é uma festa da licenciosidade, embora tenha surgido a questão de não forçar um beijo, por exemplo.

O próprio poder público tem parte na culpa dessa permissividade, pois distribui milhões de camisinhas para as pessoas fazerem sexo, enfim, estimula a promiscuidade. Até tem um embaixador para a campanha do “use camisinha” que tem como lema “Pare, pense e use camisinha”, tudo patrocinado pelo SUS, e capitaneado pelo nosso Ministro da Saúde.

Mas vamos ver como essa mentalidade, que campeia no carnaval, tem influência em nossa sociedade. Pessoas não estacionam, frequentemente, em qualquer lugar? Não se apropriam do que não é delas? Passam dos limites quanto à velocidade no trânsito? Bebem excessivamente? Não sonegam impostos? Enfim, a lista da permissividade seria longa.

Outro aspecto nocivo que podemos ver é que o carnaval é uma festa egoísta, onde se pensa em satisfazer desejos pessoais, não se pensa em generosidade, ajuda ao semelhante. Além disso, dinheiro público que deveria ser aplicado em questões de interesse geral, como saúde, segurança e educação, é gasto nessa diversão nociva.

E para evitar críticas indevidas, quero destacar a campanha do “use camisinha” como algo nocivo, contando um fato que aconteceu há cerca de cinco anos: Liguei a TV em determinada manhã e vi, numa sala, um grupo de adolescentes, sendo instruídos por um médico famoso, quanto ao uso de camisinhas masculinas e femininas. No final do programa, forneceram o telefone do Ministério da Saúde de Brasília. Liguei para o número e uma senhora de cerca de 25 anos de idade me atendeu. Falei da inconveniência de estimular adolescentes a fazerem sexo. Mas a mulher não aceitava minha argumentação, ao que eu disse: Quer dizer, então, que posso passar num órgão público, pegar meia dúzia de camisinhas, ir à Brasília, e fazer sexo com você? Ao que ela retrucou, dizendo que eu estava sendo “inconveniente” com ela. Ao que repliquei dizendo que era justamente isso que desejava ouvir dela, para mostrar a inconveniência dessa campanha, ao que, por fim, ela me deu razão.

Então, a campanha do “use camisinha” é uma ação sem ética, pois transmite a ideia de que não precisa haver limites, respeito, consideração, sendo, por isso, nociva, assim como o carnaval, pois incute na população a permissividade, a falta de limites.

Por isso, vamos nos conscientizar de que o carnaval faz mal, e aplicar o nosso tempo e as nossas energias em ações salutares, fraternas e produtivas.
 

Carlos Trapp, pastor batista (OPPB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928).

 

Carlos Trapp

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