A importância do estudo na vida das pessoas

30.09.2019

Foto: Reprodução

Interessante: eu coloquei este título nesta matéria e fiquei pensando...Um título tão sem criatividade, tão evidente, tão lugar comum, tão senso comum, tão clichê, depois pensei mais um pouco: tão necessário, tão urgente, tão essencial... Há uma sensação de que as pessoas estão perdendo a noção da importância do estudo em suas vidas. É isso.

Uma das características do ser humano é a capacidade de planejar. Traçar os rumos do seu destino, fazer planos de futuro e sonhar com dias melhores. Fixamos metas, idealizamos como vamos estar daqui a alguns anos, o que pretendemos estar fazendo, e em que estaremos trabalhando. Sonhamos com uma atividade profissional que nos dê uma vida confortável, nos possibilite manter nossa família com dignidade, nos traga a estabilidade financeira e o sucesso.

Tudo isso é fruto e resultado das experiências que vamos adquirindo na escola, durante a infância e a adolescência. Ali, começamos a moldar nossa personalidade e nossa vida, tecer nossos círculos de amizades, distinguir o que vamos considerar socialmente correto e o que vamos condenar, e adquirimos os conceitos e conhecimentos que serão os alicérceres da nossa vida futura.

O adolescente pode ver a escola de duas maneiras: como um celeiro de opções para futuras escolhas vocacionais, e neste caso, mesmo não chegando a amar o ambiente escolar, consegue tirar dali algum proveito, ou então ele vê aquela mesma escola como um obstáculo a ser enfrentado no caminho para a vida adulta e nesse caso vai viver um emaranhadão de questionamentos, vai achar (ou perceber) que está perdendo um tempo precioso da vida e vai odiar aquela situação compulsiva de ter que estudar.

Nos países onde as populações e seus recursos de sobrevivência são por tradição menos dependentes do emprego, os adolescentes são motivados a aprender para saber, pelo valor do conhecimento simplesmente. O aprendizado tem como motivação a busca pela capacidade de produzir e não pela capacidade de responder o que perguntarem na entrevista de emprego. O resultado disso se evidencia pelo empenho autodidatico e quase obsessivo que o aluno americano dedica às atividades de pesquisa e às tarefas extracurriculares.

Em outras culturas, principalmente as da Ásia a motivação para estudar não é a procura pelo saber nem pela empregabilidade. É o dever. O aluno precisa cumprir com o seu dever de estudar e ponto final.

Poderiamos simplificar dizendo que o ensino no Brasil tenta capacitar o jovem para conseguir um bom emprego e é isso que o jovem espera do ensino e é nisso que o ensino o decepciona. Nos Estados Unidos e países europeus, tentam motivar o jovem para saber mais, criar e produzir, e nos países asiáticos o jovem estuda prque tem que cumprir seu dever de estudar. É o seu dever. É o que seus pais e o seu país esperam dele.

Estes três modelos possuem porem um valor em comum: A leitura.como ferramenta importante para desenvolver o pensamento a linguagem o raciocínio e a personalidade. Tanto o modelo brasileiro como o americano e o asiático, usam intensamente a leitura e concordam que quem lê mais terá mais facilidade para interpretar textos, coordenar e expressar ideias e desenvolver suas habilidades em qualquer momento da vida.

No nosso modo de ver esse assunto, já que a necessidade de aprender nos alcança pela empregabilidade, as expectativas se frustram facilmente.

A realidade do desemprego tem cada vez mais autoridade e o diploma cada vez menos. Quer tirar a limpo se é verdade ou não? Coloque um anúncio para recepcionista de clínica. Você vai receber currículos de formadas e formados em advocacia, psicologia, administração, contabilidade, vão se candidatar pessoas fluentes em vários idiomas, transformando em valiosos diferenciais, os cursos extracurriculares e as qualificações pessoais que agreguem valor ao candidato.

Nesse mundo digital, as mudanças acontecem com uma rapidez espantosa. Metas, prazos e resultados assombram empresas e profissionais. Cada vez é mais sufocante a pressão por resultados melhores em menor tempo. Não é mais como antigamente que bastava pegar o diploma, esperar uma proposta de emprego, trabalhar por uns trinta anos na mesma empresa e se aposentar. Essa época simplesmente acabou.

Ainda é possível crescer profissionalmente com ética e sem abrir mão de uma vida com qualidade, mas temos que ivestir mais e continuamente em capacitação, estudar as mudanças tecnológicas e as novas ferramentas que surgem como pipocas no mercado de trabalho.

Quanto mais completa for a sua formação, mais crítico você será e mais capaz de analisar e compreender não só as situações do seu ambiente profissional, mas por extenção, os assuntos políticos, econômicos e sociais.

A rigidez das linhas de produçãp cede lugar à flexibilidade como fator produtivo. Iniciamos a era da Informação vendo máquinas e capital perderem importância frente a bens intangíveis como o poder da marca, do capital intelectual e dos talentos. As pessoas se tornaram o bem mais importante das empresas e se evidenciou a necessidade de aumentar sempre a funcionalidade dos profissionais, tornando suas carreiras cada vez mais dependentes do esforço que fizerem para continuar se qualificando sempre.

Não basta se formar e pegar o diploma. Os "concorrentes" para seu emprego, para pegar sua vaga e ocupar seu lugar estão muito mais qualificadosdo que eram tempos atrá e a solução é estudar.

Estude sempre. Leia muito. Aprenda sempre. Persiga o conhecimento no seu nicho de atividade e faça sempre o seu melhor. Os recursos que cada indivíduo acumula ao longo de sua trajetória influenciam sua vida como um todo e a partir daí é possível definir uma relação direta entre o estudo e a carreira e apontar o esforço e a autoformação como fatores decisivos no sucesso profissional.

Fonte: LINDA NASCIMENTO

Antonio Ueno

Jornalista e Cientista Politico 

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