Foi prometendo mudanças estruturais para favorecer especialmente os segmentos social e economicamente excluídos que ele conseguiu em 2012 derrotar todos os adversários e conquistar a Prefeitura de Campo Grande.
Hoje, e bem ao contrário do que se imaginava há três anos e meio, as mais importantes promessas de Bernal não foram cumpridas, refletindo exatamente na desesperança, no desalento e nos prejuízos que afetam os campo-grandenses, principalmente os que mais necessitam das intervenções do poder publico municipal.
Para exemplificar, uma das promessas de campanha que Bernal reafirmou ao assumir a Prefeitura era a de otimizar ao máximo a realização de obras e serviços com os recursos depositados regularmente pelos contribuintes nos cofres da Prefeitura no pagamento de impostos e tributos diversos como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) .
Com o dinheiro do IPTU, religiosamente transferido pelo contribuinte de seu bolso para as contas do Executivo, o prefeito não conseguiu garantir um tratamento decente para a manutenção urbana, sobretudo em relação à malha viária, que mais se assemelha a uma colcha de retalhos em algumas regiões, ou à superfície da lua, de tantas crateras, em outras. Acidentes com vítimas humanas e danos materiais de monta têm sido comuns por causa das ruas esburacadas nestes três anos e meio de gestão (17 meses com o vice-prefeito Gilmar Olarte no exercício e 26 meses com Bernal).
No caso da Cosip, mais dissabores para o povo, com ênfase nos maiores prejudicados, os que moram na periferia ou áreas onde a escuridão reforça o ambiente de insegurança. O dinheiro que a Prefeitura arrecada com a cobrança compulsória dessa contribuição, que vem anexada nas contas de energia elétrica, deveria ser aplicado na melhoria, na expansão e na modernização da rede. Mas os contribuintes, com apoio da Câmara de Vereadores, denunciam que o prefeito não está cumprindo a promessa de iluminar adequadamente todas as regiões da cidade.
O mais grave e lamentável é que o próprio Bernal, mesmo sabendo dos danos que a falta de investimentos em iluminação publica vem causando, ainda tentou impedir que entrasse em vigor uma medida suspendendo a cobrança da Cosip. A Lei Complementar 285, baseada em proposta do vereador Edil Albuquerque e aprovada com apenas um voto contrário, suspendeu por 180 dias a cobrança da contribuição.
Bernal vetou o projeto, tentando manter a arrecadação da Cosip. Porém foi derrotado pela Câmara, que derrubou seu veto e a lei entra em vigor a partir do dia 25 deste mês. Todo mês a Prefeitura arrecada R$ 6 milhões de Cosip, repassa metade para pagar o consumo e a outra metade, que não é reinvestida no serviço, fica guardada ou, segundo os vereadores, têm um destino que precisa ser explicado pelo prefeito,. O sistema de iluminação publica de Campo Grande continua deficitário e grande parte da cidade está às escuras, embora existam recursos suficientes para minimizar ao máximo essa grave carência social.




