A arrecadação líquida milionária da taxa de Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública dos Municípios (Cosip) inclui gastos com lâmpadas que se pagam de 15 em 15 minutos e lâmpadas queimadas, segundo denúncia do deputado Mestadual Marquinhos Trad (PSD). Pré-candidato à prefeitura de Campo Grande, ele reclama da forma como o serviço é administrado pelo atual chefe do Executivo, Alcides Bernal (PP).
Segundo o parlamentar, em breve levantamento, a prefeitura teria arrecado cerca de R$ 4,5 milhões a R$ 5 milhões de reais por mês, em receita líquida para os cofres da prefeitura. "Ela dá lucro para a prefeitura. Mas o que a prefeitura está fazendo com isso? Nada. Não dá manutenção, não troca as lâmpadas e nem investe na melhoria. Tem distritos e bairros que não tem iluminação e estão às escuras", comentou.
Para Marquinhos, o caso tem gerado descontentamento da população que está cansada de ficar no escuro. "Esse fato tem causado reação popular e isso tem chegado até a Câmara Municipal. Eles estão fazendo o seu trabalho. Agora, descobriu-se que tem quase R$ 62 milhões parados na conta da administração municipal. Eles não conseguem nem licitar para comprar lâmpadas e iluminar a nossa cidade".
O deputado ainda critica a atitude da administração municipal, que não dá o retorno à sociedade. "Vejo que há falta de competência e gestão. Não oferece condições para que o cidadão tenha de volta o dinheiro investido. Por exemplo, quem mora em Anhanduí. Lá, a taxa aumentou em conjunto e o pessoal que começou a morar um pouco mais pra baixo não tem a iluminação pública. E o pior, é que eles estão pagando a Cosip", relatou.
Em seu entendimento, a prefeitura tem arrecado uma quantia superior com a taxa. Marquinhos explica que, em Campo Grande, não existe um medidor que analisa o quanto a prefeitura gasta para iluminar a cidade e faz um cálculo por meio de estimativas.
"Como não há um medidor eletrônico, eles fazem o cálculo por estimativa. Eles contam quantos postes tem e calculam um poste com uma lâmpada que é programada para funcionar das 18 horas às 6 horas da manhã. A partir daí, ele calculam uma e, depois, multiplicam pela quantidade de postes que tem na cidade de Campo Grande até chegar a um valor", explicou Marquinhos que chegou a presidir a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o caso na Assembleia Legislativa.
O problema, é que a prefeitura estaria obtendo lucro bem acima, devido aos serviços que deixam de ser prestados. "Cada vez que a cidade fica sem manutenção e às escuras, isso representa maior lucro à prefeitura. Vamos imaginar que eles colocaram como estimativa 50 mil lâmpadas em Campo Grande, dessas, 10 mil estão queimadas. Ou seja, você vai consumir menos. Além disso, eles estão colocando relevos para que a lâmpada fique acesa por 15 minutos e apaga 15 minutos. Isso acaba trazendo a conta pela metade. Então, diante disto, a prefeitura está tendo um lucro líquido bem maior".
Marquinhos ainda relata que, ao invés desse dinheiro ficar parado, o recurso poderia ser investido em lâmpadas de LED. "Esse dinheiro era para investir. Um deles pode exemplo, poderia ser utilizado para trocar às lâmpadas atuais por LED. Inclusive, no plano do governo, já está aí. No meu plano de governo, se for eleito, vamos trocar todas às lâmpadas de Campo Grande por LED", finalizou.




