Manifestação terá show sertanejo e escola de samba neste domingo na Capital

Prevista para superar o número de pessoas que compareceram no manifesto nacional que aconteceu no dia 15 de março do ano passado, onde 100 mil pessoas foram às ruas pedir a saída da presidente Dilma Rousseff do governo, a manifestação deste domingo terá música, panfletagem e carreata.

A concentração está marcada para 14 horas na Praça do Rádio. A carreata deve sair às 16 horas e seguir até a frente do Shopping Campo Grande, num percurso de aproximadamente 2,5 quilômetros. Os dois sentidos da Avenida Afonso Pena serão interditados para que 400 motociclistas iniciem a passeata que terá a participação de carro de som durante o trajeto o ato.

Ao final da caminhada, o Grupo Sampri, duas duplas sertanejas e a Escola de Samba Igrejinha ficarão responsáveis por animar quem permanecer no local. O protesto não tem hora marcada para terminar. Ainda no local estará sendo vendida camiseta amarela com a frase “Reaja Brasil” ao custo de R$ 20.

Segundo Maria Thereza Ferreira, integrante do Movimento Pátria Livre, o ideal é que os participantes compareçam vestidos com as cores do Brasil. “Além disso pedimos que cada um leve seu cartaz com frases não ofensivas”, explicou uma das adeptas ao movimento.

A Força Sindical de Mato Grosso do Sul, e representantes da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apoiam o movimento Reaja Brasil Mato Grosso do Sul, formado por grupos de voluntários que fazem parte dos movimentos Pátria Livre e Movimento Democrático Pró Impeachment. Líderes da Maçonaria e da comunidade Cidade de Deus também confirmaram presença no manifesto.

“O empresário está com a corda no pescoço, sem visão de melhorar. Pedimos muito mais do que a saída do PT, da Dilma e do Lula, pedimos a saída dos corruptos”, pontuou João Carlos Polidoro, da Associação Comercial.

Cerca de 150 integrantes da comunidade Cidade de Deus devem participar da passeata. “A população carente é a grande massa do país e a classe mais atingida, financeiramente falando. A comunidade (Cidade de Deus) fortalece a ideia que todos estão esgotados com a situação do Brasil”, enfatizou Alcina, diretora financeira de projetos do Verendas da Fé, entidade parceira da comunidade há quatro anos.

No ano passado foram realizados quatro protestos pela população insatisfeita com o cenário político e econômico do Brasil. O primeiro aconteceu no dia 15 de março, seguidos pelos dias 12 de abril, 16 de agosto e 13 de dezembro. Campo Grande participa neste domingo do primeiro protesto a nível nacional, contro o Governo Federal. 

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