O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) entrega nesta sexta-feira (4) o relatório finalizado das investigações da Operação Coffee Break, deflagrada em 25 de agosto deste ano. Há o indicativo de que o MPE deve encaminhar denúncia contra os vereadores Mário César (PMDB), Edil Afonso Albuquerque (PMDB), José Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PTB), Gilmar Neri de Souza (PRB), Carlos Augusto Borges (PSB), Edson kiyoshi Shimabukuro (PTB) e Paulo Siufi Neto (PMDB), Jamal Salem (PR) e também contra o ex-vereador José Alceu Padilha Bueno e os empresários João Alberto Kramp Amorim dos Santos, João Roberto Baird e Fábio Portela.
A operação culminou na investigação de vereadores, pedidos de afastamentos dos parlamentares, e no afastamento do prefeito Gilmar Olarte e Mario Cesar que na época era o presidente da Câmara Municipal. Mario renunciou ao cargo de presidente e foi reconduzido ao cargo de vereador e Olarte segue afastado.
Segundo o Gaeco, o relatório final será entregue à Procuradoria Geral de Justiça, que vai analisar o conteúdo e decidir os próximos passos. Após o PGJ receber o relatório final do Coffee Break, o procurador Geral Humberto Matos Brittes pode arquivar se assim ele entender ou pode pedir novas diligências suplementares, bem como fazer a denúncia e encaminhar para o Judiciário.
Durante a operação, que durou pouco mais de três meses, foram investigados também os empresários João Amorim, João Baird e Fabio Portela Machinski, além do ex-vereador Cristóvão Silveira. Todos são suspeitos de participarem de um suposto esquema de comercialização de votos dos vereadores para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal em março de 2014.
Durante as investigações o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) foi acusado de tentar obstruir as investigações e o desembargador Luiz Claudio Bonassini do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e teve decretada sua prisão em outubro. Ele foi o primeiro prefeito – mesmo afastado do cargo, a ser preso na história da Capital. Olarte ficou preso durante cinco dias. No mesmo mandado, também foi decretada a prisão do empresário João Alberto Amorim, apontado como “maestro” do golpe.





