Os promotores responsáveis pela força tarefa do MPE (Ministério Público Estadual) pediu o afastamento temporário do exercício do cargo do presidente em exercício Flávio Cesar (PT do B), Airton Saraiva (DEM), João Rocha (PSDB), Carlão (PSB), Chiquinho Telles (PSD), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Carla Stephanini e Paulo Siufi (PMDB).
A motivação, seria a reclamação de Luiza Ribeiro (PPS) que levou ao MPE matérias jornalísticas mostrando o suposto vazamento do vídeo do depoimento prestado por ela a força-tarefa, e que segundo ela, teria sido orquestrado com o intuito de constrangê-la.
Segundo a reclamação de Luiza, Flávio Cesar, Saraiva, Carlão, Carla Stephanini e Paulo Siufi passaram a cobrar publicamente que a Câmara adotasse medidas para puni-la, o que de fato, segundo a Câmara, não ocorreu.
De acordo com o pedido do MPE, os vereadores figuram entre os investigados com suspeita de participarem de um esquema de negociação para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014.
Os promotores citam os áudios dos telefonemas trocados entre Marly Deborah Pereria, Anny Cristina Silva e Jefferson Ferreira Vitorino, falando sobre pagamentos de até R$ 1 milhão para que cada vereador votasse favoravelmente aos interesses do grupo, totalizando R$ 20 milhões pelos votos.
Promotor usa depoimento de Pedra para fundamentar pedido
Os promotores Thalys Franklyn, Tiago Di Giulio Freire, Cristiane Mourão Leal Santos, Fabio Iani Goldfinger e Fernando Martins Zaupa usaram como fundamentação do pedido o depoiemtno do vereador cassado Paulo Pedra (PDT) que contou a força tarefa ter sido abordado por uma pessoa no dia da cassação, que estaria em nome de Fábio Machinski e de Luis Pedro Guimarães e teria oferecido a ele R$ 1 milhão. O vereador em depoimento disparou acusações contra seus colegas de parlamento e declarou não lembrar o nome de quem teria oferecido a ele a essa quantia.
Comissão de ética criada na Câmara é alvo de críticas de promotores
Os promotores do MPE criticaram a postura dos vereadores na petição apresentar a Justiça, destacando que foi enviada uma cópia do procedimento investigatório criminal e pedido de adoção de medidas, o que não teria sido feito pelos vereadores. Segundo o pedido apresentado, apesar dos fartos indícios do envolvimento de vários vereadores o “esquema ilícito, o presidente da Câmara Municipal Flávio Cesar, deu declarações à imprensa, que não seria possível afastar os parlamentares, certamente para resguardar a si mesmo, já que ele próprio é um dos envolvidos”, citaram.
A força tarefa ainda alegou que a criação da comissão de ética na Casa de Leis no início de setembro é composta por João Rocha, Chiquinho, Cabeludo, Herculano Borges e Ayrton Araújo (PT) “apesar dos fortes indícios de envolvimento dos três primeiros no esquema criminoso investigado” e não tomando providências pedidas pelos promotores. Para eles, os parlamentares não ostentam “isenção necessária” para compor a comissão.





