Alcides Bernal, “mente” para a população e decide aumentar o IPTU em 9,57%

Os vereadores, além de surpresos, discordaram com o índice de aumento que será decretado por Bernal. Segundo eles a promessa de campanha do prefeito era congelar o imposto. Paulo Siufi (PMDB) vê na escolha da atualização inflacionária um descumprimento da proposta de 2012. “Ele falou em não aumentar o IPTU, e disse isso abertamente nas eleições. O homem público não pode agir com inconsistência. Venceu uma eleição prometendo coisas impossíveis”, questiona.

Outro peemedebista, Edil Albuquerque entende que independente dos índices aplicados o mais grave problema é o tino do chefe do Executivo para a administração pública. “É óbvio que o aumento acima da inflação não pode acontecer, em virtude da conjuntura econômica. Na crise, o gestor precisa de sensibilidade, mas aliada a planejamento, capacidade de articulação e não vejo isso nele. É um bom comunicador, apenas isso”, alertou.

O prefeito Alcides Bernal (PP) decidiu aumentar o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) em 9,57%, por meio de decreto. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (4) e será oficializada nesta quinta-feira (5), via Diogrande (Diário Oficial do Município). Com isso, ele “fugiu” da necessidade de aval dos vereadores, que já tinham declarado que iriam votar contra o aumento proposto. O aumento é maior que o medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), que nos últimos 12 meses acumulou 8,91% e no ano de 2015 está em 6,32%.

Ainda assim, o prefeito considera o aumento baixo, porém justo. “A população já está tão penalizada com essa crise econômica, que não é justo um aumento mais expressivo nesse tributo. O motivo principal desse índice é o momento delicado que a economia atravessa”, explicou o prefeito via assessoria de imprensa.

A notícia pegou os vereadores de surpresa, que já anunciavam uma negociação difícil, caso o Executivo Municipal quisesse aprovar na Câmara Municipal um aumento de 20% no IPTU, conforme chegou a ser ventilado. “Ele fez bem em tomar essa medida, porque se dependesse de algo mais oneroso ao bolso do contribuinte, a Câmara não deixaria passar. A pressão sobre a Casa de Leis é enorme”, diz o vereador Alex do PT.

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