"Houve uma cirurgia de limpeza profunda e depois a de reconstrução, que durou cerca de 14 horas. Agora ele está bem, porém ainda inchado. Nós estamos esperando que ele tenha alta médica em 90 dias e depois deve ainda passar pelo procedimento de estética para ficar o mais próximo possível do normal. Ficamos muito felizes com a divulgação da notícia dele, que conseguiu ajuda de policiais da Bahia, Pernambuco e Brasília", afirmou ao G1 o comandante do BpChoque, tenente-coronel Marcus Pollet.
A esposa do policial, Elizandra Ribas Serafim, de 32 anos, fala que o médico assumiu o caso às 18h (de MS), da última quinta-feira (13). "A repercussão do caso foi muito grande e nós agradecemos muito. Em seguida, o plano de saúde decidiu concordar, nós já tínhamos inclusive arrumado os cheques para o médico, quando tivemos esta boa notícia", disse.
Ainda conforme Ribas, o cabo está tranquilo e consciente. "A ajuda que obtivemos vamos usar para custear o restante do tratamento, que será particular. Além disto, já fomos informados do custo participativo de fisioterapeuta, então são muitos gastos daqui pra frente", ressaltou.
Entenda o caso
A vítima estava na casa do vizinho e, conforme a família, conhecia o animal. Ao sair, o cão acompanhou e a vítima então o puxou pela coleira, com intenção de não deixar ele sair do imóvel. Neste momento, o cabo tropeçou e o cão o mordeu na região do queixo, dilacerando a mandíbula e bochechas.
"Ele estava de folga, visitando o amigo e já indo embora, quando foi guardar o cão e levou a mordida. Foi uma reação violenta, acho que o animal assustou e por isso houve este estrago. Eu consegui uma liberação para acompanhá-lo e agora ele está calmo, devido ao apoio dos colegas. Neste primeiro momento, estamos priorizando a cirurgia para que ele volte a ter sensibilidade e um possível movimento para comer e falar direito", afirmou na ocasião Elizandra.




