A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta quinta-feira (23), a médica Gabriela Fenelon, que é especialista em emagrecimento, longevidade e otimização hormonal, para trata sobre a importância de uma abordagem integral e individualizada para a saúde, destacando a prevenção e o tratamento de condições como a obesidade e desequilíbrios hormonais.
“A obesidade deve ser encarada como uma doença crônica que exige acompanhamento médico e uma abordagem multidisciplinar, e não apenas como uma questão de força de vontade”, alertou Gabriela Fenelon, que atua há mais de seis anos em Campo Grande com foco em perda de peso, saúde hormonal e reposição de vitaminas.
Segundo a especialista, a saúde deve ser tratada de forma integral, considerando fatores físicos, hormonais e emocionais. “Além do emagrecimento, o acompanhamento adequado contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes”, afirmou.
A motivação da médica para atuar na área surgiu da própria experiência pessoal com a obesidade e da convivência com familiares que enfrentaram o mesmo problema. Essa vivência, segundo ela, permite compreender as dificuldades enfrentadas pelos pacientes durante o processo de emagrecimento.
Entre os principais pontos abordados pela especialista está a importância da otimização hormonal. “As alterações hormonais podem provocar sintomas como cansaço constante, dificuldade para ganhar massa muscular, acúmulo de gordura abdominal, insônia e redução da disposição”, ressaltou.
Nas mulheres, essas alterações costumam se tornar mais frequentes durante a pré-menopausa, quando há queda gradual dos hormônios femininos, enquanto nos homens a baixa energia e a diminuição da qualidade de vida também podem estar relacionadas a alterações hormonais.
Apesar dos benefícios da reposição quando bem indicada, Gabriela Fenelon faz um alerta sobre a automedicação. “Cada paciente possui características específicas e necessita de avaliação individual para evitar desequilíbrios hormonais e possíveis complicações decorrentes do uso inadequado de medicamentos”, argumentou.
O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras também preocupa a especialista, pois, embora esses medicamentos apresentem resultados importantes na perda de peso, o tratamento não deve ocorrer sem supervisão médica. “Um dos principais riscos do uso indiscriminado é a perda excessiva de massa muscular, conhecida como sarcopenia, além da deficiência de vitaminas, como B12 e vitamina D. Essas alterações podem causar fraqueza, desânimo e comprometer a saúde do paciente”, detalhou.
Por isso, o acompanhamento deve incluir avaliações periódicas para garantir que a redução do peso ocorra de forma saudável, preservando a massa muscular e mantendo o equilíbrio nutricional. Gabriela Fenelon destaca que a obesidade está diretamente associada ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas, entre elas diabetes, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.
Conforme a médica, o emagrecimento realizado com orientação profissional reduz significativamente esses riscos, contribuindo para maior longevidade e melhor qualidade de vida. “A obesidade possui classificação como doença crônica reconhecida internacionalmente e conta com um código próprio na Classificação Internacional de Doenças (CID), o que ajuda a combater a ideia de que o excesso de peso resulta exclusivamente da falta de disciplina”, destacou.
A especialista explica que, após a perda de peso, o organismo tende naturalmente a estimular o aumento da fome como mecanismo de defesa para recuperar o peso eliminado. “Esse processo fisiológico dificulta a manutenção dos resultados e reforça a necessidade de acompanhamento médico contínuo”, pontuou.
Além dos tratamentos medicamentosos quando indicados, Gabriela Fenelon orienta que mudanças no estilo de vida continuam sendo fundamentais para o sucesso do tratamento. Entre as recomendações estão o aumento da ingestão de proteínas para promover maior saciedade e preservar a massa muscular, o início gradual da prática de atividades físicas, começando por caminhadas leves, e a hidratação adequada, com consumo aproximado de 35 mililitros de água por quilo de peso corporal diariamente.
Outro fator considerado decisivo é a qualidade do sono. Conforme explica a médica, noites mal dormidas elevam os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, aumentando a fome, favorecendo o ganho de peso e prejudicando o funcionamento do metabolismo.
Ela ressalta ainda que um sono adequado contribui para o equilíbrio da saúde mental, reduz a ansiedade e favorece o controle do peso corporal. Ao final, Gabriela Fenelon reforça que cada paciente possui necessidades específicas e que o tratamento da obesidade deve ser personalizado, considerando aspectos hormonais, nutricionais, metabólicos e emocionais.
“A combinação entre acompanhamento especializado, mudanças de hábitos e, quando necessário, o uso criterioso de medicamentos oferece resultados mais seguros, duradouros e capazes de promover melhora significativa na qualidade de vida”, assegurou.
Assista a entrevista completa pelo link:









