Evolução e o recuo dos pré-candidatos ao Governo de MS em cinco pesquisas da Ranking

As cinco amostragens sobre intenções de voto feitas em Mato Grosso do Sul pela Ranking Comunicação e Pesquisa (junho, outubro e dezembro de 2017 e fevereiro e março deste ano) possibilitam aos partidos, eventuais candidatos e à própria sociedade avaliar um quadro de probabilidades sobre as chances e o alcance das pré-candidaturas em momentos específicos do calendário político.
 
Da primeira à mais recente consulta sobre o desempenho dos concorrentes ao cargo de governador, pode-se inferir que os três primeiros colocados se revezam com pontuações e distâncias que os colocam em condições praticamente iguais. Apesar da liderança do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) estar em processo de consolidação nesta pré-campanha, o equilíbrio se desenhe nas pontuações de seus dois seguidores mais próximos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que busca mais um mandato, e o ex-governador André Puccinelli.
 
 Se o mosaico de candidaturas não mudar, a tendência é que Odilon, Azambuja e Puccinelli protagonizem uma disputa acirrada, que não se esgotará no primeiro turno. Em todas as pesquisas realizadas até agora nenhum dos três atingiu mais de 50% das intenções de voto. Outros dados a considerar, além da liderança que Odilon segura e da projeção de segundo turno, incluem a arrancada de Azambuja, os bons nùmeros de André Puccinelli, e os índices expressivos do ex-deputado estadual Coronel David, que mesmo sem ameaçar o trio que corre na dianteira podem estimulá-lo a apresentar-se como a quarta via.
 
Em junho de 2017 André Puccinelli tinha 17,36% e liderava a disputa, seguido por Azambuja (13,50%), Ayache (10,30%), Odilon (9,46%), Chaves (5,60%) e David (5,03%). Os que não souberam e não responderam somavam (37,7%5). Em outubro, começaram as primeiras alterações significativas no bloco da frente. A Ranking fez consultas para três cenários, um com Marquinhos Trad e Zeca do PT entre os possíveis concorrentes, um sem ambos e outro com apenas seis candidatos e sem Odilon na disputa.


 
No primeiro cenário, com Marquinhos e Zeca, Puccinelli mantinha a liderança, alcançando 17,60%, mas já estava quase no empate técnico com Odilon (14,03%) e ambos vinham acossados por Azambuja (12,83%). Depois, Marquinhos (12,21%) e Zeca (4,56%) surgiam em seguida, à frente de Ayache (3,73%), Coronel David (3,50%) e Bernal (3,23%). Os indecisos eram 24,10%. No segundo cenário o empate técnico se configurava entre Puccinelli (21,66%) e Odilon (20,16%). Azambuja era o próximo, com 15,63%, com Ayache (5,20%), David (4,43%) e Bernal (3,70%), conservando a regularidade do desempenho, enquanto 29,22% formavam a legião dos que não responderam ou não souberam responder.


 
No terceiro cenário, e certamente o mais favorável a Puccinelli nesta segunda pesquisa Ranking, o ex-governador desfilava em primeiro lugar com 20,40% das intenções de voto, seguido por Azambuja (15,60%), Marquinhos (14,83%), Ayache (6,46%), David (5,36%) e Bernal (3,06%). O contingente dos indecisos ou que não souberam responder era expressivo: 34,29%.
 
Na última amostragem de 2017, a Ranking apurou que em relação às duas pesquisas anteriores quem mais havia crescido era Odilon, que saltou dos 9,46% e do quarto lugar em junho para segundo em outubro e chegou ao primeiro com 28,36% em dezembro, abrindo considerável vantagem sobre Puccinelli (17,06%) e Azambuja (16,13%), índices de um empate técnico. Os demais nomes citados tiveram pontuação inferior a 3,64 e os que não responderam 27,77%.


 
Em fevereiro, dois recortes chamaram a atenção no comportamento do eleitor: cresceu a opção por Azambuja, que chegou ao segundo lugar com 18,16%, enquanto Puccinelli (15,50%) desceu ao terceiro e Odilon exibia solidez na liderança com 30,16%. Nesta, quem se recuperou e avançou foi o Coronel David, que teve 5,55%, ao passo que Bernal chegou aos 4,66% e aparecia o pré-candidato do PT, Humberto Amaducci, com 1,83%. Não responderam ou não souberam responder às perguntas 19,66% dos entrevistados.


 
Por fim, em março, o tabuleiro voltou a apresentar equilíbrio, com números bem eloquentes e uma mudança em relação a fevereiro: Odilon se manteve na ponta, com 22,75%, mas era perseguido de perto por Puccinelli (20,16%), que retomou o segundo lugar, e Azambuja, que voltou ao terceiro, com 18,75%. Entre primeiro e segundo e segundo e terceiro os índices caracterizam empate técnico. Cresceu também Coronel David, que com 6,08% conquistou a quarta posição, deixando Bernal (3,66%) em quinto, Henrique Mandetta (2,33%) em sexto, Amaducci (1,58%) em sétimo e Suel ferrante (1,08%). Os demais citados não alcançaram mais de 0,66%. Indecisos ou que não responderam/não souberam responder eram 22,37%.

Pesquisas registradas em fevereiro e março de 2018 como determina a legislação;   MS-00351/2018 e MS-09695/2018.*  Pesquisas feitas no ano de 2017 conforme legislação eleitoral.** Todos os levantamentos da Ranking adota as metodologias utilizadas pelos mais reconhecidos e acreditados institutos de pesquisa do Brasil. Com isso, é possível estabelecer 95% de intervalo de confiança nos resultados e 2,83 pontos de margem de erro, para mais ou para menos.
 

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também