A gestão de uma cidade que se aproxima de um milhão de habitantes exige liderança técnica e preparo administrativo. Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o ex-prefeito e atual vereador mais votado da capital, Marquinhos Trad, abriu o jogo sobre o atual cenário político, criticou a falta de critérios nas escolhas do primeiro escalão do executivo e detalhou o andamento de seus trabalhos no legislativo municipal.
Uma Trajetória Marcada pelo Serviço Público em Mato Grosso do Sul
Marquinhos Trad carrega uma das trajetórias mais sólidas e tradicionais da política sul-mato-grossense. Advogado de formação e membro de uma família profundamente ligada ao serviço público, ele iniciou sua caminhada de destaque como vereador em Campo Grande, sendo posteriormente eleito por três mandatos consecutivos como deputado estadual.
Seu ponto alto de liderança consolidou-se ao vencer as eleições para a Prefeitura de Campo Grande em 2016 e alcançar a reeleição em 2020 em primeiro turno, reflexo de uma aprovação popular expressiva. Após disputar o Governo do Estado, Marquinhos retornou à Câmara Municipal chancelado pelas urnas como o parlamentar mais votado da capital, onde atua hoje usando sua bagagem de ex-gestor para fiscalizar as contas e os serviços públicos.
Principais Pontos da Entrevista: O Caos Administrativo e Técnico
Durante o bate-papo, Marquinhos Trad adotou um tom firme ao avaliar as fragilidades enfrentadas pela atual gestão de Adriane Lopes:
- Falta de Critério Técnico nos Ministérios Locais: O vereador expressou profunda preocupação com o preenchimento de pastas estratégicas por critérios puramente políticos ou religiosos em detrimento da capacidade técnica. “O que mais me entristece é a falta de planejamento administrativo. Não é possível que a Funesp (Fundação de Esportes) não seja presidida por um professor de Educação Física, ou que a Agência de Regulação, totalmente técnica, seja comandada por indicações sem o conhecimento da área”, pontuou.
- Crise na Saúde e o Comitê Gestor: Ao ser questionado sobre o caos recorrente na saúde pública municipal, Marquinhos ressaltou que a ausência de um secretário com autonomia real agrava a falta de medicamentos e o tamanho das filas. Ele criticou o formato de “comitê gestor” que amarra as decisões urgentes da saúde.
- Resposta a Ataques Políticos: O ex-prefeito aproveitou o espaço para se defender de acusações veiculadas pela mídia oficial do executivo, que tentaram ligá-lo à organização de manifestações populares ocorridas no centro da cidade. Marquinhos rebateu as narrativas, afirmando que o descontentamento visto nas ruas é o reflexo legítimo e espontâneo de uma população que se sente desamparada pela atual administração.
Fiscalização Firme e o Futuro da Capital
Marquinhos Trad encerrou sua participação reforçando que o papel do seu gabinete na Câmara Municipal continuará sendo o de dar voz aos anseios dos campo-grandenses. Para ele, o resgate do protagonismo da capital passa obrigatoriamente pela retomada do planejamento urbano e da responsabilidade fiscal.
A entrevista evidenciou o posicionamento de um líder experiente que, do alto de sua bagagem como ex-prefeito, promete ser um dos principais polos de cobrança e fiscalização técnica nos rumos políticos de Campo Grande.









