O empresário, influenciador digital e pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Bruno Ortiz, foi o convidado central do debate político desta quarta-feira. Conhecido por suas posições contundentes e fiscalizações compartilhadas na internet, Ortiz abordou temas espinhosos da administração municipal e os rumos de suas pretensões eleitorais rumo à Assembleia Legislativa.
Em uma entrevista ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o entrevistado trouxe detalhes exclusivos dos bastidores de sua atuação na capital e comentou sobre a recente decisão judicial que ganhou destaque na mídia local.
Polêmica com Medida Protetiva e Lei Maria da Penha
Um dos tópicos de abertura da sabatina foi a notificação judicial que proíbe o influenciador de se aproximar da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. O processo, que corre em segredo de Justiça, foi classificado por Ortiz como “um equívoco”.
O pré-candidato expressou surpresa ao ver a Lei Maria da Penha aplicada a ele nesse contexto. “Para mim, é uma lei que serve para proteger a mulher de abusos, assédios e violência. Eu fiquei sem entender por que aplicá-la em mim, já que não possuo nenhum vínculo doméstico, profissional ou de proximidade com a prefeita”, explicou ele. Ortiz declarou que sua equipe jurídica já está tomando as providências necessárias e que segue confiando nas decisões do poder judiciário estadual.
Intervenção no Transporte Público e Plataforma de Denúncias
Questionado sobre as investigações do transporte coletivo de Campo Grande e o recente anúncio de intervenção da Prefeitura no Consórcio Guaicurus, Bruno Ortiz detalhou os bastidores da ação popular que originou o processo. Segundo ele, o texto foi formulado em conjunto com o advogado Dr. Mesa diante da inércia da Câmara Municipal de Vereadores em dar continuidade aos relatórios finais da CPI do Transporte. Para o empresário, o momento agora é de vigilância contínua para garantir que a prefeitura cumpra o planejamento adequado e não prejudique os usuários ou os direitos trabalhistas dos motoristas.
A força de seu trabalho fiscalizador baseia-se no portal denunciams.com.br, que já registra mais de 1.300 denúncias feitas pela população local. De acordo com Ortiz, a plataforma envia relatórios diretamente para os e-mails das autoridades e do Ministério Público. Ele destacou que este mecanismo já serviu de base para operações policiais e desdobramentos significativos, envolvendo ex-secretários municipais de pastas como Saúde, Esporte e Juventude, além de investigações em licitações de iluminação pública da capital.
A Política como Propósito e Desafios de Segurança
Apelidado por alguns como “o vereador sem mandato”, Bruno Ortiz explicou seus motivos para buscar uma vaga de deputado estadual no Parlamento de Mato Grosso do Sul. “Não entrei na política por dinheiro. Eu tenho minhas empresas, minha profissão, minha renda e minha família. Meu foco é provar para a população desacreditada que é possível fazer política de um jeito diferente e transparente”. Ele também fez críticas à atual legislatura municipal, rotulando a atual Câmara de Vereadores como “omissa” pela falta de assinaturas necessárias para abrir uma CPI focada na Saúde Pública.
O tom aguerrido de suas denúncias, contudo, cobra um preço na vida pessoal. Ortiz revelou que tanto ele quanto sua família enfrentam constantes ameaças. “Minha residência hoje é totalmente monitorada por câmeras, alarmes, travas eletrônicas e cercas. Inclusive cogitamos mudar de endereço temporariamente até o fim do processo eleitoral para resguardar a integridade da minha esposa e filha”, confidenciou.
Ao finalizar a entrevista, o influenciador assegurou aos ouvintes e seguidores que não pretende atenuar o tom de seus posicionamentos. “Não vou mudar minha forma de comunicar. Continuarei sendo um cara combativo contra a corrupção, cobrando justiça e exigindo que o dinheiro público retorne em benefícios para a população”, encerrou.






