Nesta quinta (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a criação de novas taxas para a importação das matérias-primas.
Segundo Trump, o país cobrará 25% a mais para o aço importado e 10% a mais para o alumínio. A medida vale a partir de 23 de março.
Sobretaxa dos EUA vai afetar 1/3 das exportações brasileiras
Medida ue impõe taxa ao aço não é usada há 17 anos
De acordo com o MDIC, nos recursos, o Brasil pedirá para ser incluído na lista de exceções à sobretaxa, assim como México e Canadá.
Os recursos serão apresentados ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos (instância governamental) e ao Representante de Comércio dos EUA (agência responsável por desenvolver a política comercial do país).
Segundo o MDIC, o governo brasileiro já está em contato com as áreas responsáveis do governo americano para entender como funciona o processo. A ideia é que os pedidos sejam encaminhados em até 15 dias, uma vez que a sobretaxa à importação de aço e alumínio começará a valer em duas semanas
Reação do Brasil
Nesta sexta, em Assunção (Paraguai), o ministro interino da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge, disse que, se aplicada, a medida terá impacto significativo na economia brasileira.
O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA e, somente no ano passado, o comércio gerou US$ 2,6 bilhões, segundo Marcos Jorge.
"Foi aberta a possibilidade de recurso e nós vamos recorrer. Aliás, falei isso pessoalmente para o secretário americano do Comércio quando estive na semana passada em Washington. E se necessário for, a todas as instâncias, inclusive, multilaterais, como a OMC [Organização Mundial do Comércio]", disse o ministro.
Marcos Jorge e o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, foram à capital paraguaia nesta sexta para participar do início das negociações de uma área de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá.




