O futebol de Mato Grosso do Sul vive um novo momento de profissionalismo e esperança. Em uma entrevista ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o presidente da Federação de Futebol (FFMS), Estevão Petralas, apresentou um balanço de seu primeiro ano de gestão e revelou planos audaciosos para a infraestrutura esportiva e o desenvolvimento de novos talentos.
Explosão em Números e Categorias de Base
Petralas destacou uma mudança drástica na “minutagem” dos jovens atletas. Segundo o presidente, o estado saltou de 240 jogos por ano para 1.370 partidas oficiais . O foco total nas categorias de base (do Sub-7 ao Sub-20) visa formar cidadãos e colocar o Mato Grosso do Sul novamente como exportador de talentos para os grandes centros do futebol nacional.
A Revitalização do Estádio Morenão
Um dos pontos mais aguardados da entrevista foi a situação do Estádio Morenão. Petralas explicou o acordo inédito entre a UFMS, o Governo do Estado e a Federação.
- Responsabilidade da Federação: A FFMS assumiu por 8 anos a administração do gramado, vestiários e bancos de reserva.
- Gramado de Elite: Já existe autorização para a troca total do campo por grama do tipo Celebration, a mesma utilizada nos grandes estádios do país.
- Prazo e Concessão: O conselho da universidade aprovou a concessão ao governo estadual por 35 anos, o que garante segurança jurídica para os investimentos em iluminação e arquibancadas.
Transparência e Inovação
Após um período conturbado na federação, Petralas enfatizou que a prioridade zero é a legalidade. “Hoje as contas estão em dia, os funcionários têm registro e temos todas as certidões necessárias”, afirmou. Além disso, ele promoveu uma reforma estatutária que limita os mandatos, acabando com a era das reeleições perpétuas.
Integração com o Interior
O presidente tem percorrido o estado, visitando cidades como Ponta Porã, São Gabriel e Ivinhema, para alinhar parcerias com prefeituras e empresários locais. Ele citou o exemplo de Ponta Porã, onde a associação comercial estuda criar um consórcio para administrar o estádio local, modelo que ele vê com bons olhos para todo o estado.
Ao encerrar, Petralas reforçou que sua luta é para devolver o “oxigênio” ao futebol e garantir que o torcedor volte a ter orgulho dos clubes locais, como Operário e Comercial.








