A 2ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou, nesta segunda-feira (25), o ex-presidente da Santa Casa da Capital, Heitor Rodrigues Freire, que abordou a profunda conexão e a rica história da unidade hospitalar com a própria cidade, desde sua fundação até os dias atuais, destacando momentos-chave, figuras importantes e o contínuo apoio da comunidade.
“A Santa Casa é metaforicamente chamada de ‘filha da mãe Campo Grande’, tendo sido fundada em 1917, ano em que a cidade atingiu a maioridade. É a primeira instituição criada em Campo Grande, ligada umbilicalmente à sua história e desenvolvimento por 97 anos de serviço à saúde da população. A construção dos primeiros pavilhões foi inaugurada em 1928”, recordou Heitor Freire.
Ele destacou que Campo Grande é descrita como uma cidade “abençoada” e uma “Babel que deu certo”. “A bandeira da cidade ostenta duas datas: 1872, que foi a chegada de José Antônio Pereira, que vislumbrou e decidiu criar uma grande cidade; e 1899, quando Campo Grande foi elevada à categoria de vila, data comemorada anualmente”, informou.
O ex-presidente também falou sobre as figuras cruciais na história da Santa Casa de Campo Grande. “Tivemos o ‘Zé Carroceiro’, que foi o José Mustafá, um homem humilde com três parelhas de burros que, movido por grande consciência cívica, transportou gratuitamente todo o material (cimento, ferro, tijolos) para a construção inicial da Santa Casa. O auditório da Santa Casa leva seu nome em homenagem”, revelou.
Heitor Freire ainda citou Artur D’Ávila Filho, que foi presidente na década de 1970 e teve a visão de construir o imponente hospital de hoje em dia e que foi inaugurado em 1980 com a presença do então presidente da República, general João Batista Figueiredo. “O governador Pedro Pedrossian e a primeira-dama do Estado, Dona Maria Aparecida Pedrossian também têm de ser lembrados, pois, em um período de grave crise financeira da Santa Casa, Dona Maria Aparecida, carinhosamente chamada de ‘nossa madrinha’, trouxe uma doação substancial do governador, que salvou a instituição de uma situação desesperadora”, recordou.
Outro nome citado pelo ex-presidente foi o de Manuel Vitor Pati, que foi secretário da Santa Casa por 37 anos consecutivos (1925-1963). “Ele era uma figura essencial para a continuidade e registro da diretoria. “Já, no meu caso, o meu maior legado foi a instalação de placas com a frase ‘Deus está aqui’ em todas as dependências da Santa Casa, refletindo minha convicção na importância da reverência ao Criador. Porque eu tenho, naturalmente, uma convicção de que todos somos filhos de Deus e, sem Ele, nada se faz. Então, eu aprendi que em primeiro lugar nós temos que reverenciar o nosso pai, o nosso Criador”, afirmou.
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