Nesta quinta-feira (21), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o vereador Professor Juari (PSDB), que falou sobre a atual situação de Campo Grande e das ações que tomadas como integrante da Câmara Municipal em parcerias com a bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.
“Eu falo que quando se investe em políticas públicas você economiza. Então, a educação é uma política pública, a assistência social também, a saúde. E a gente comemora bastante as parcerias. Tenho uma parceria com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), uma pessoa que eu admiro muito e que acolhe sempre que os vereadores, não somente o Juari, mas os 838 vereadores de Mato Grosso do Sul, quando o procuram em Brasília (DF)”, assegurou.
O parlamentar contou que levou um projeto para o senador, mostrando que a criança que tem alguma deficiência visual, seja leve, média ou grave, atrapalha na cognição. “Ele pediu, então, para eu escrever o projeto e apresentar. Foi desse jeito que nasceu o ‘Mutirão Oftalmológico’. O Nelsinho de pronto mandou o dinheiro para o Estado e, agora, a gente só está esperando o recurso ser repassado, cerca de R$ 2 milhões, para trazer a carreta oftalmológica, que vai parar em frente das escolas públicas para fazer a consulta dos alunos lá mesmo. Conforme a condição financeira dessa criança, ela já vai sair com óculos”, revelou.
Ele também falou sobre a situação da saúde pública em Campo Grande e do pedido dos profissionais da área para a realização de uma audiência pública na Casa de Leis. “Nós recebemos uma comissão para falar sobre a situação do pessoal da saúde, que nos procurou para fazer uma audiência pública, para relatar algumas situações que eles estão vivenciando. Inclusive, vocês devem ter acompanhado, uma enfermeira que foi golpeada na UPA Leblon, e isso é uma preocupação nossa”, ressaltou.
O Professor Juari destacou que, ao invés de pegar celular, como infelizmente alguns parlamentares fazem e vão lá expor o servidor, ele está na Câmara Municipal para fazer a defesa da população e também do servidor. “Porque o servidor trabalhando com medo, não consegue entregar um trabalho que possa atender a população. Eles foram pedir uma audiência, nós fizemos audiência, fizemos encaminhamento, recebemos também uma comissão de administrativos da educação, que está pedindo uma reposição salarial”, informou.
O vereador contou que já fez alguns encaminhamentos e está aguardando posicionamento do Poder Executivo. “Mas a gente sabe que é um momento muito complexo financeiramente falando para o município de Campo Grande. Esses servidores nos pediram para que colocasse que os R$ 1.250 que eles recebem é uma verba indenizatória e o valor fosse incorporado ao salário. É uma demanda que o Executivo com certeza vai acompanhar”, assegurou.
Sobre o futuro político, o Professor Juari revelou que mais uma vez vai tentar ser deputado federal. “Eu tenho conversado com a minha equipe e a gente entende que, se for vontade de todos, se eles quiserem um representante que possa fazer a defesa em âmbito nacional da educação, dos administrativos da educação, do professor, eu me coloco à disposição para fazer essa representação no Congresso Nacional”, garantiu.
No entanto, o vereador disse que não vai enfrentar esse desafio sozinho, pois precisa de um grupo. “Às vezes, as pessoas falam que representar o professor é corporativismo, mas aí eu pergunto: qual deputado federal que você tem proximidade? Hoje, temos oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul, mas qual deles eu tenho proximidade de ligar, de passar demanda, de pedir para que inclua na prioridade as nossas pautas? Eu respondo: não tenho proximidade com nenhum deles e as pessoas que estão acompanhando o meu mandato sabem da proximidade que a gente tem”, explicou.
Ele reforçou que a sua assessoria é treinada para isso e a chefe de gabinete atende todo mundo. “Todos os meus assessores estão incumbidos disso, dar um bom atendimento, dar a resposta certa, ou sim ou não, não precisa enrolar, não precisa mentir. Infelizmente, algumas pessoas até me estressam às vezes, pois pensam que um vereador é como uma fonte de pedir dinheiro. Isso não é o papel de vereador”, lembrou.
Assista a entrevista completa pelo link:







