O advogado Aluysio Ferreira Alves, que defendeu Simone na audiência, disse ao G1 que a Justiça deve suspender o processo contra ela por ter vários fatores favoráveis. Além disso, o laudo sobre a morte consta que a causa foi por problema pulmonar.
O próximo passo é a manifestação do Ministério Público do Estado (MPE) no prazo máximo de 10 dias. Segundo a denúncia do MP, Simone deu uma medicação abortiva à vítima, no início de dezembro, na própria casa em Porto Murtinho.
Sem sucesso, a amiga comprou outro medicamento e enviou pelos Correios para Campo Grande com orientação do técnico de laboratório Dnilson Rodrigues Nunes. A segunda tentativa também não deu certo. Mais uma vez Simone emprestou a casa para Aline, onde foi praticado o aborto por Nunes.
Durante o procedimento, Aline passou mal e desmaiou. O técnico e a amiga a levaram para o hospital da cidade, mas não informaram ao médico sobre o aborto, disseram que ela havia passado mal, caído e batido a cabeça. Por causa do estado grave, a jovem foi transferida para Santa Casa de Campo Grande, mas morreu quando chegou em Jardim.
O técnico de laboratório também foi denunciado por aborto e a audiência dele foi marcada para o dia 8 de março do próximo ano.
Nesta tarde estavam previstas mais duas testemunhas. No entanto, uma desistiu e a outra justificou a ausência, sendo remarcado para o dia 8 de fevereiro e por videoconferência.
Prisão
O técnico de laboratório se entregou à polícia no dia 9 de janeiro deste ano porque tinha um mandado de prisão em aberto por causa da morte de Aline e ficou detido temporariamente até a apresentação da denúncia do MP.
Em depoimento à polícia, Nunes que trabalhava em um hospital público da cidade, negou de ter participado do crime. Ele teria dito apenas que foi socorrer a vítima.
Velório
A mãe da vítima, Helemary Fátima dos Reis, disse que o velório da filha foi interrompido pela polícia e o corpo retirado para exame necroscópico depois da suspeita de abordo clandestino. Aline tinha outros dois filhos.
Ainda segundo a família, o velório estava sendo realizado em Campo Grande, quando a polícia chegou ao local e determinou que o corpo fosse encaminhado para o Instituo de Medicina e Odontologia Legal (Imol).




