De acordo com a companhia, o aumento entra em vigor à zero hora do próximo domingo. Segundo a empresa, o ajuste foi motivado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte, além da variação do câmbio.
Conforme estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o reajuste oscilará entre 4,2% e 4,7%, de acordo com o polo de suprimento.
A Petrobras destacou que o reajuste anunciado não tem incidência de impostos. Se a correção for integralmente repassada ao consumidor, a companhia estima um reajuste, em média, de 2%, se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.
Esse é o quinto aumento consecutivo desde que a Petrobras mudou a política de preços para o GLP, em junho – foram seis aumentos e uma única redução, no dia 5 de julho. Nesse período, o produto vendido em embalagens de até 13 quilos acumula aumento de 54%.
Na última quarta-feira, a empresa havia anunciado aumento também no preço do GLP para embalagens maiores do que 13 quilos, mais usadas por comércio e indústria. A alta foi de 6,5%. Neste caso, o reajuste acumulado desde junho é de 29,5%.
Desde 2013, a estatal pratica preços diferentes para os dois produtos. A política foi iniciada ainda no começo do governo Lula com o objetivo de conter a inflação e oficializada em 2015 em resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
A nova política de preços mantém a diferença: para o cálculo do GLP industrial, a Petrobras inclui o custo de importação, além das cotações internacionais e margem de lucro.
A ANP, porém, defende o fim da diferença de preços, alegando que prejudica a atração de investimentos para o setor.




