O dólar comercial subiu 1,17%, para R$ 3,283. O dólar à vista teve leve alta, de 0,23%, cotado a R$ 3,273.
Na última quinta-feira (26), a divisa encostou em R$ 3,29, mas caiu para R$ 3,245 no dia seguinte com a previsão de entrada de recursos de fora após o governo brasileiro leiloar seis áreas do pré-sal.
O cenário externo pesou nesta segunda, com algumas notícias boas e outras preocupantes nos Estados Unidos.
O Departamento de Comércio do país divulgou que o gasto do americano com consumo subiu 1% em setembro, na comparação com agosto, enquanto a renda pessoal cresceu 0,4% na mesma comparação. Na sexta (27), o departamento já havia divulgado que os EUA mantiveram, inesperadamente, o ritmo acelerado de crescimento, com alta de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre.
"O mercado não conseguiu reagir a esse ótimo dado naquele dia porque estava preso a uma questão técnica de fluxo com o pré-sal. Isso pode ter ficado para hoje, com mais dados animadores que levaram o mercado a precificar que os Estados Unidos estão indo bem", afirmou Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora HCommcor.
Por outro lado, o ex-diretor da campanha de Donald Trump Paul Manafort se entregou na manhã desta segunda ao FBI (polícia federal americana), após ter sido indiciado em investigação da agência sobre a influência russa nas eleições de 2016. Manafort é acusado de conspiração contra os EUA, lavagem de dinheiro e fraude tributária.
Também esteve no radar a escolha do próximo presidente do Fed, que ocupará o lugar de Janet Yellen, cujo mandato acaba em fevereiro. O presidente Donald Trump deve anunciar o novo nome ainda nesta semana, antes de embarcar para a Ásia na sexta (3).
Após a agência Bloomberg afirmar na sexta, citando pessoas familiarizadas com o assunto, que Trump estaria inclinado a indicar Jerome Powell, foi a vez de o jornal "The New York Times" e da agência Reuters usarem suas fontes para sinalizar o mesmo caminho.
Por Powell ser menos conservador, investidores reduziram os temores de mais altas de juros no país. Taxas mais elevadas nos EUA tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.
No cenário nacional brasileiro, Alvaro Bandeira, economista-chefe do home broker Modalmais, destaca ainda que investidores ficaram estressados com pesquisa Ibope divulgada nesta segunda apontando Lula com 36% das intenções de votos nas eleições presidenciais de 2018.
O CDS caiu 0,56%, para 172.870 pontos. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 recuou de 7,232% para 7,229%. A taxa para janeiro de 2019 subiu, de 7,300% para 7,330%.
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BOLSA
A agenda política e econômica brasileira também influenciou na queda das ações nesta segunda. O Ibovespa, índice que reúne os papéis mais negociados da Bolsa, fechou em queda de 1,55%, para 754.800,34. O volume financeiro do pregão somou R$ 10,32 bilhões.
"Com a pesquisa Ibope, o mercado pode fazer a leitura de que Lula representa um risco. Além disso, há preocupação em relação às reformas, principalmente a da Previdência, que parece cada vez mais difícil, com [o presidente Michel] Temer muito fragilizado politicamente", avalia Julio Hegedus, da Lopes Filho Consultoria de Investimentos.
Ele destaca ainda como fator de pressão as especulações do mercado sobre Jerome Powell e a data do pregão. "É um momento em que os pessoas vendem e compram para ajustar a carteira para o final do mês."
Das 59 ações do Ibovespa, 55 caíram, 3 subiram e uma permaneceu estável.
A Braskem disparou 11,96% após o jornal "Wall Street Journal" publicar que o grupo holandês Lyondellbasell fez uma aproximação para comprar a petroquímica brasileira e que uma oferta poderia avaliar a empresa em mais de US$ 10 bilhões. Com a alta do pregão, o valor de mercado da petroquímica subiu em cerca de R$ 4,5 bilhões ante o fechamento de sexta.
A maior queda (-5,85%) foi da construtora MRV Engenharia, com os papéis a R$ 12,87.
Em seguida aparece a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que caiu 5,63%. A empresa informou nesta segunda lucro líquido de R$ 256 milhões no terceiro trimestre, mas os dados não foram auditados.
A siderúrgica foi impactada ainda pelas perdas dos contratos futuros do minério de ferro e do aço na China, assim como a Usiminas, que caiu 4,49%, e a Vale — as ações ordinárias recuaram 0,61%.
Os papeis preferenciais da Petrobras recuaram 1,48%, e os ordinários, 0,28%, na contramão dos preços do petróleo no mercado internacional, que fecharam com ganhos.
No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco caíram 1,28% -o banco acaba de divulgar seu balanço, após o fechamento do mercado. Os papéis preferenciais do Bradesco recuaram 1,78%. As ações ordinárias do banco tiveram queda de 1,6%. As ações do Banco do Brasil se desvalorizaram 3,53%. As units (conjunto de ações) do Santander Brasil fecharam com queda de 1,83%. Com informações da Folhapress.




